Steinmeier defende aliança pelo desarmamento na abertura da Conferência de Munique | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.02.2009
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Mundo

Steinmeier defende aliança pelo desarmamento na abertura da Conferência de Munique

Ministro alemão Frank-Walter Steinmeier diz que o Irã deve aproveitar a oportunidade oferecida pelo presidente Barack Obama e dialogar com os Estados Unidos. Conferência reúne líderes mundiais e prossegue até domingo.

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Steinmeier (e) ao lado de Serguei Ivanov

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, instou nesta sexta-feira (06/02) todas as potências militares do mundo a formar uma nova aliança cujo principal objetivo seja o desarmamento. Na abertura da Conferência de Segurança de Munique, Steinmeier disse que o encontro deve enviar um sinal de cooperação e ação conjunta e não de demarcação e isolamento.

Para o ministro alemão, o sonho de um espaço comum de segurança "desde Vancouver até Vladivostok" não cairá do céu e tampouco será alcançado mediante acordos cujas negociações durem anos e cuja ratificação dependa de inúmeros parlamentos. Em vez disso, é necessária uma "nova arquitetura de segurança", formada por meio de projetos concretos de desarmamento.

Nesse sentido, Steinmeier instou o Irã – na presença do presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani – a dialogar com os Estados Unidos sobre sua política nuclear. "A janela da história está aberta", disse o ministro, numa referência à nova política internacional americana.

O governo iraniano deveria usar a oportunidade que o novo presidente Barack Obama oferece, disse o ministro alemão. "Não se trata de tirar do Irã o direito de usar pacificamente a energia nuclear, mas de evitar que, atrás do véu do uso pacífico, dê continuidade a um programa militar."

Irã no centro das discussões

O polêmico programa nuclear do Irã e as tensões entre Estados Unidos e Rússia dominarão a 45ª da Conferência de Segurança de Munique, um importante termômetro do clima político mundial. Outros destaques são a presença do vice-presidente norte-americano, Joe Biden, e do vice-primeiro-ministro russo, Serguei Ivanov.

O diretor da conferência, Wolfgang Ischinger, disse que espera sinais de que a mudança de governo nos Estados Unidos dê início a uma nova era nas relações entre o Ocidente e o Oriente, bem como entre os próprios países ocidentais. "Espero que aqui se produza uma mudança nas relações transatlânticas e na relação com Moscou", declarou à emissora de televisão alemã ARD.

Programa e debates

A conferência começou nesta sexta-feira com um debate sobre os programas armamentistas, o futuro das armas nucleares e o polêmico programa nuclear do Irã. O encontro se estenderá até este domingo. Dele participam mais de 300 representantes de cerca de 50 países, entre eles chefes de Estado e de governo e vários ministros.

No sábado, os debates se ocuparão de segurança e abastecimento energético mundial, do conflito no Oriente Médio e do rumo das relações entre a União Europeia (UE) e a Rússia, bem como da Otan com a Rússia e da UE com a Otan. Os principais debatedores serão o chefe da diplomacia europeia, Javier Solana, e o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer.

No domingo, a conferência analisará a situação atual no Afeganistão na presença do presidente afegão, Hamid Karzai. Entre os líderes políticos presentes estão o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.

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