Staatsbibliothek de Berlim celebra 350 anos de existência | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 09.03.2011
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Cultura

Staatsbibliothek de Berlim celebra 350 anos de existência

A Staatsbibliothek (Biblioteca Estatal) de Berlim comemora seus 350 anos de existência, motivo de uma exposição, em grande estilo, no Museu Histórico Alemão.

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Barbara Schneider-Kempf, diretora da Staatsbibliothek de Berlim

Entre as peças raras "desenterradas" para as celebrações, estão o manuscrito original de As Bodas de Fígaro, ópera de Mozart. E uma suntuosa bíblia de Gutenberg. Até meados de junho próximo, quase 50 "testemunhos da humanidade" ficarão expostos em Berlim, na mostra que rastreia a história de uma das mais famosas bibliotecas do país.

Foi no ano de 1661 que Frederico Guilherme 1° fundou a "Biblioteca do Principado de Colônia no Spree", na ala dedicada à farmácia de seu castelo. Hoje, 350 anos mais tarde, a biblioteca celebra seus três séculos e meio de existência na condição de maior biblioteca universal científica dos países de língua alemã. Na exposição comemorativa, são exibidas 47 peças raras de seu acervo.

"Biblioteca que faz história"

Em vez de estar no complexo do Kulturforum (Fórum Cultural), do qual a Staatsbibliothek faz parte e que foi muito importante para a então Berlim Ocidental nos anos 1960, a mostra está no Museu Histórico Alemão no bairro de Berlim-Mitte.

A intenção foi atingir um público muito mais amplo, uma vez que o museu recebe, a cada mês, aproximadamente 60 mil visitantes – um número que o Kulturforum não atinge nem em sonho.

A diretora-geral da biblioteca, Barbara Schneider-Kempf, ressalta o valor simbólico da instituição que dirige: "O título de nossa exposição é 'uma biblioteca faz história'", diz, lembrando que "a história alemã pode ser lida através dos destinos da Staatsbibliothek, que passou por uma ascensão vertiginosa até a queda catastrófica e a decadência". Segundo Schneider-Kempf, é possível observar o caráter simbólico de cada fase da biblioteca.

Série de tesouros históricos

A mostra no Museu Histórico Alemão é imponente, já que ela permite passar em revista 2 mil anos de história alemã no contexto europeu, na mostra permanente da casa.

Flash-Galerie Staatsbibliothek Berlin Gebäude

Staatsbibliothek em Berlim, conhecida como 'Stabi' entre seus frequentadores

Com nove vitrines adicionais, a exposição sobre a Staatsbibliothek torna uma visita ao Museu ainda mais rica, já que ali se encontram expostos, no momento, tesouros históricos como um bíblia de pergaminho, cheia de adornos e até hoje pouquíssimo exposta, de Gutenberg; a partitura manuscrita de As Bodas de Fígaro, de Mozart, na qual se percebe a pressa, mas também a precisão do compositor ao inserir cada nota; A Oferenda Musical, de Johann Sebastian Bach, com todo o dinamismo de sua assinatura; um globo de Gerhard Mercator; panfletos da época da Reforma Protestante; um manuscrito sírio do Alcorão, sobre pergaminho, do século 9º; um manuscrito de Fulda, do ano 970; um evangelho armênio de Isfahan, datado de 1635; A Canção dos Alemães, de Hoffmann von Fallersleben, em sua versão manuscrita de 1841.

Experiência indescritivelmente rica

Hans Ottomeyer, presidente da Fundação do Museu Histórico Alemão, salienta que a casa que dirige já expôs muitos manuscritos e livros valiosos, no entanto, nunca algo do calibre da atual mostra.

"Sempre deixamos claro que se trata sobretudo de livros que determinaram nossa história. A Bíblia, o Alcorão, O Capital, de Karl Marx – são livros que marcaram mudanças históricas e que nos deixam vislumbrar ameaças, coisas que podem nos causar medo, sobretudo daquilo que nunca deveria acontecer. Com livros é possível delinear e contestar a história com primor", conclui Ottomeyer.

É impressionante poder vivenciar na exposição também o outro lado da Prússia – este Estado atrelado à cultura, que reuniu e armazenou saberes de todo o mundo. Poder ver de perto esses 47 tesouros – como parte integrante da história, mas também como obras de arte – é uma experiência indescritivelmente rica.

Autor: Jürgen König (sv)

Revisão: Roselaine Wandscheer

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