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Alemanha

Srebrenica relembra massacre

Dez anos após o massacre na cidade de Srebrenica, milhares de pessoas relembram os mais de 7 mil mortos. O acontecimento de 11 de julho de 1995 foi o pior genocídio desde a Segunda Guerra Mundial.

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Muçulmanas no cemitério de Potocari lembram os dez anos do genocídio

"Não existe motivo para preocupação. A partir de agora a cidade está sob proteção da ONU", garantiu o general francês Phillipe Morilon em março de 1993 aos mais de 40 mil habitantes e refugiados de Srebrenica, durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995.

Em 1993, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas declarara a cidade zona protegida. Quase todos os membros do Exército da Bósnia-Herzegóvina foram desarmados e um batalhão da ONU assumiu a responsabilidade pela segurança da população. A cidade acabou ficando isolada, pois o Exército da República Srpska não permitia a entrada de comboios da ONU com alimentos.

Em junho de 1995, o Exército sérvo-bósnio bombardeou postos de observação da ONU nos arredores de Srebrenica, fazendo com que os soldados holandeses se refugiassem na zona de proteção. O ataque aberto à cidade ocorreu no dia 6 de julho.

A Holanda solicitou reforço e apoio aéreo à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que negou o pedido por não acreditar que o então general do Exército bósnio Ratko Mladic quisesse de fato se apossar da cidade. Somente no dia 11 de julho a OTAN decidiu fazer um ataque aéreo. Mas já era tarde.

A cidade estava nas mãos de forças sérvias, incluindo a base militar holandesa. O que aconteceu a seguir é considerado o maior crime contra a humanidade ocorrido na Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

Massacre

Homens e meninos muçulmanos foram feitos prisioneiros e levados para estádios, escolas e fábricas para serem posteriormente assassinados. Muitos tentaram fugir pela mata, sem sucesso. Poucos conseguiram se salvar, como Kadir Habibovic, que logrou pular do caminhão onde estava preso. "Eu ouvi um tiro curto e vi um homem cair morto. Depois ouvi outro tiro. Nesse momento consegui me soltar e fugir do caminhão."

Cerca de oito mil pessoas foram mortas no massacre de Srebrenica. Os corpos foram jogados em covas coletivas que depois eram transferidas para outros locais para evitar que fossem encontradas.

Desde o fim da guerra na Bósnia em novembro de 1995, com o Acordo de Dayton, aviões de reconhecimento dos Estados Unidos já localizaram mais de 40 covas coletivas clandestinas com restos mortais de 7 mil adultos e crianças. "Destes 7 mil corpos, só 3 mil foram identificados até agora", revelou o coordenador da Comissão Estatal dos Desaparecidos, Amor Masovic.

Culpados estão soltos

Os principais responsáveis pelo genocídio, o ex-general bósnio Ratko Mlavic e o ex-líder político Radovan Karadzic, estão foragidos. Nesse interím, o Tribunal de Haia já condenou outros envolvidos. "Esses crimes foram cometidos com um nível de brutalidade e depravação inéditos no conflito da ex-Iugoslávia e estão entre os dias mais negros da história da Europa moderna", afirmou o tribunal.

Passados dez anos, parentes e a população da Bósnia relembram o terrível episódio realizando uma cerimônia especial com a participação do presidente sérvio, Boris Tadic, que, com sua presença, pretende demonstrar que seu país não aprova tal crime.

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