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Alemanha

SPD respalda política de austeridade do governo alemão

No seu terceiro dia, a convenção nacional do SPD, em Nurembergue, aprovou as diretrizes econômica e social do partido.

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O ministro das Finanças Hans Eichel não abre mão da política de austeridade

Os delegados à convenção do Partido Social Democrático (SPD), em Nurembergue, debateram e sancionaram hoje as diretrizes econômicas e sociais do partido. Principalmente as questões relacionadas com a consolidação do orçamento público foram motivo de controvérsia entre os participantes.

Um porta-voz da ala esquerda do SPD, Detlev von Larcher, criticou a política de austeridade do governo de Berlim, defendendo a aplicação de maiores recursos em programas de fomento da conjuntura econômica. A mesma opinião foi defendida pela vice-presidenta da Confederação Sindical Alemã (DGB), Ursula Engelen-Kefer.

O ministro das Finanças Hans Eichel rechaçou tanto os programas de fomento da conjuntura, como uma redução prematura de impostos. Segundo ele, condições básicas seguras são mais importantes para as empresas, em época de parco crescimento econômico, do que um aumento das dívidas públicas. Por esta razão, o governo manterá a sua política de consolidação orçamentária, disse Eichel.

Política trabalhista

Foi aprovada uma resolução apresentada pelo diretório nacional, intitulada "Segurança na Transformação", que estabelece os pontos básicos da futura política trabalhista do SPD. Entre outras coisas, está prevista a extensão – a longo prazo – do seguro de desemprego aos trabalhadores autônomos. Os social-democratas mantiveram a ocupação plena como meta final do partido. Mas, ao contrário de resoluções anteriores, não foi fixado prazo para a redução do número de desempregados a níveis inferiores a 3,5 milhões. A nova resolução ressalta simplesmente a meta "de reduzir claramente o desemprego, mesmo que necessitemos de mais tempo para isto".

Em face da situação crítica no mercado de trabalho, o secretário-geral do SPD, Franz Müntefering, anunciou uma luta intensa contra o trabalho clandestino e a ocupação ilegal de mão-de-obra. "Não queremos que os empregadores e empregados honestos sejam os otários", afirmou Müntefering.

Ele ressaltou, ao mesmo tempo, a importância da experiência profissional dos trabalhadores mais velhos para a economia alemã. Aludindo ao elevado desemprego nas faixas de idade entre 55 e 60 anos, o secretário-geral do SPD disse ser "economicamente insensato" abrir mão dos conhecimentos acumulados pelos mais velhos.