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Economia

Sony e BMG anunciam fusão

Um novo gigante desponta no mercado musical: a Bertelsmann e a Sony assinaram uma carta de intenção para unir suas gravadoras. A BMG é a quinta, a Sony Music, a segunda do mundo.

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Britney Spears, estrela da gravadora alemã BMG

Um contrato definitivo deverá estar pronto dentro de dois meses, informaram as empresas em Nova York e Gütersloh. Na nova Sony BMG - assim se chamará a nova gravadora - , cada qual terá uma participação de 50%. A fusão depende ainda do "sim" das autoridades anticartel em Washington e Bruxelas.

Crise provoca concentração

A crise no mercado mundial de música, motivada pelas cópias piratas e as trocas por internet, foi o motor da fusão."Nós reconhecemos que não podemos nos afirmar sozinhos nesse difícil mercado", reconheceu o presidente da Bertelsmann, Gunter Thielen, à dpa. As gravadoras tiveram prejuízos operacionais de 117 milhões de euros (BMG no primeiro semestre) e 50 milhões (Sony Music, de abril a setembro).

Bertelsmann Zentrale

Sede da Bertelsmann em Guetersloh, na Vestfália

Diante disso, a ordem do dia é maior competitividade, através de redução de custos e novos produtos. "Hoje demos um grande passo em direção ao nosso objetivo de estabilizar nossos negócios de música e torná-los competitivos no futuro", escreveu Thielen em carta aos funcionários.

O presidente da BMG, Rolf-Schmidt-Holtz, que será o chairman da Sony BMG, classificou de "estratégica" a decisão. Andrew Lack, presidente da Sony Music, será o novo diretor executivo. A fusão, contudo, não abrange a editora de música e as unidades de produção e distribuição.

Boas chances da fusão ser aprovada

Juntas, a Sony e a BMG tiveram uma participação de 26,7% no mercado mundial em 2002, tendo, portanto, boas chances de vir a superar a Universal Music, que tinha uma fatia de 25,9%.

As chances de que a transação seja aprovada são boas. Poderá ser vantajoso o fato de elas anunciaram sua união antes das gravadoras Warner Music e EMI, que igualmente se encontram em negociações. Nos últimos anos, as autoridades anticartel impediram várias fusões, inclusive a da Warner e a EMI, três anos atrás.

Agora, porém, com as dificuldades enfrentadas pelo setor - afetado, além da pirataria pela fraca conjuntura - os guardiões da livre concorrência talvez sejam mais complacentes. A aprovação de uma das fusões é considerada provável. Este ano, fracassaram negociações da Bertelsmann - uma das maiores empresas de mídia da Europa - com a Time Warner. As empresas não conseguiram afinar ponteiros quanto ao valor das suas unidades de música.

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