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Alemanha

Sonho de derrotar Ferrari vira meta em 2004

Ao contrário do início da temporada passada, Mercedes e BMW se consideram preparadas para quebrar o monopólio da Ferrari na F1 nos últimos anos.

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Montoya vê chance real de levar BMW-Williams ao título

Ao começar a temporada 2003, as duas montadoras alemãs fornecedoras de motores para a Fórmula 1 descartavam a possibilidade de brigar com a Ferrari pelo título mundial de construtores e declaravam-se na disputa entre si pelo segundo lugar. Para 2004, antes dos primeiros treinos para o GP da Austrália, Mercedes e BMW anunciaram estar no páreo para desta vez quebrar a soberania da equipe italiana.

De fato, a Ferrari voltou a ganhar a temporada passada, mas sua soberania ficou seriamente chamuscada. Michael Schumacher e a Ferrari só garantiram seus títulos na última corrida. Há muito a conquista de um campeonato não era tão apertada. Especialmente os pilotos Kimi Räikkonen (McLaren-Mercedes) e Juan Pablo Montoya (BMW-Williams) colocaram o reinado do alemão hexacampeão mundial em xeque.

A recuperação da desvantagem tecnológica que sofriam em relação à Ferrari deu novo ânimo às duas equipes anglo-alemãs. Ambas ainda admitem algum favoritismo da italiana e seu piloto alemão, mas não se contêm mais em dizer abertamente que querem brigar pelo título este ano.

Declarações de otimismo

"Nosso objetivo é correr pelo título tanto entre os pilotos quanto os construtores", afirma Norbert Haug, diretor de automobilismo da Mercedes. "Posso derrotar Schumacher. Posso até me imaginar ganhando um dia todas as corridas. Para ser campeão, preciso de um bom carro e alguma sorte. Nada mais", diz o piloto finlandês Kimi Räikkonen, da McLaren-Mercedes, candidatando-se a sucessor do rei da F1.

"A conquista do título é nosso objetivo", declara também o piloto alemão Ralf Schumacher, da BMW-Williams. "Temos uma chance real de buscar o título este ano. Não vou deixar esta chance escapar facilmente", assegura o parceiro colombiano Juan Pablo Montoya, que já assinou com a McLaren para a próxima temporada.

À espreita do fim do reinado

"Naturalmente será difícil, mas qualquer dia (a derrota da Ferrari) vai acontecer. E nós queremos ser a equipe que aproveitará a oportunidade", comenta mais cauteloso Mario Theissen, diretor de automobilismo da BMW. Com o novo motor P84 em teste desde setembro de 2003, Theissen confia numa temporada 2004 melhor que a anterior. O alemão diz que sua equipe aprendeu no ano passado que pontos perdidos no início do campeonato são irrecuperáveis. "Este ano, queremos brigar por vitórias desde o início e, no fim, ter um pouco da sorte da Ferrari."

Theissen admite que a BMW, em sua quinta temporada após seu retorno à Fórmula 1, sente a pressão de finalmente conquistar o campeonato. "É legítimo que se espere hoje de nós que tenhamos desenvolvido o know-how e a rotina necessários para vencer. Trabalho conseqüente e controle em situações imprevistas são decisivos. Nestas disciplinas nos faltou experiência no fim de 2003", admite o diretor.

Para 2004, ele está otimista. Tanto Ralf Schumacher quanto Montoya têm condições de vencer o campeonato, "desde que coloquemos à disposição deles tecnologia para isso". "Os pré-requisitos (para a conquista) foram criados. Se vamos chegar lá, ninguém pode prever", diz Theissen.

Rol dos candidatos aumentou

O discurso de Norbert Haug, da Mercedes, pouco difere. Ele insinua, entretanto, que sua equipe está melhor preparada. "Somos a escuderia que quase sempre tem disputado o título até o fim", como em 2003 em que Kimi Räikkonen ficou apenas dois pontos atrás de Michael Schumacher. Durante o tetracampeonato da Ferrari, a McLaren-Mercedes foi vice-campeã duas vezes e antes do reinado de Schumacher e equipe, a equipe havia sido bicampeã.

Haug ressalta que, se a Ferrari não é mais imbatível, o número de equipes candidatas a destroná-la aumentou. Além da Renault, que surpreendeu em 2003, o diretor da Mercedes conta com a BAR-Honda. Um palpite que parece ter boas chances de se confirmar após os treinos para o primeiro GP da temporada. Os pilotos da escuderia anglo-japonesa deixaram Ralf Schumacher e a dupla da McLaren-Mercedes para trás na formação do grid de largada.

A lição dos primeiros treinos oficiais

A superioridade mostrada por Michael Schumacher, Rubens Barrichello e suas Ferrari nos dois dias de testes e treinos em Melbourne também parece ter levado Haug e Theissen a uma pequena revisão de seu otimismo para 2004.

"Não estamos exatamente aonde desejávamos. Não nos vejo aqui como candidato à vitória", reconheceu o diretor da Mercedes.

"Estes resultados mostram que a Ferrari é também em 2004 a favorita", sentencia o colega da BMW.

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