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Ciência e Saúde

Sonda japonesa decola com robô alemão para explorar asteroide

Módulo de pouso Mascot, desenvolvido pelo Centro Aeroespacial Alemão, deve chegar ao corpo celeste em 2018. Missão visa pesquisar a origem do sistema solar através da análise da superfície do corpo celeste.

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Mobile Asteroid Surface Scout

Três semanas após o espetacular pouso do robô Philae sobre um cometa, o primeiro do gênero, outro equipamento alemão ruma para um corpo celeste distante.

O módulo de pouso Mascot, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na sigla original), foi lançado com sucesso da ilha Tanegashima nesta quarta-feira (03/12) pelo foguete H-IIA, a bordo da sonda japonesa Hayabusa 2. O lançamento havia sido adiado várias vezes, por causa do mau tempo.

Sua meta é o asteroide 1999 JU3, localizado a cerca de 300 milhões de quilômetros da Terra e que deverá ser alcançado em cerca de quatro anos. Com essa missão, os pesquisadores esperam saber mais sobre as origens do sistema solar.

Asteroides são rochas consideradas remanescentes dos primeiros dias do sistema solar, que orbitam em torno do Sol. Após a chegada da sonda japonesa, prevista para meados de 2018, o 1999 JU3 deve ser inicialmente mapeado. Depois disso, ela se aproximará dele para, em voo rasante, aspirar amostras da superfície por um dispositivo em forma de tromba. As amostras serão trazidas à Terra pela sonda, cujo retorno está previsto para 2020.

Queda de 100 metros

Já o robô alemão Mascot (sigla para Mobile Asteroid Surface Scout) será arremessado no asteroide de uma altura de 100 metros, permanecendo nele. O módulo do tamanho de uma caixa de sapatos e pesando dez quilos, será monitorado e operado a partir do Mascot Control Center do DLR, em Colônia, Alemanha.

"Os maiores desafios serão a separação da sonda-mãe e a subsequente aterrissagem", informou a gerente de projeto do DLR, Tra-Mi Ho. O asteroide tem diâmetro de apenas um quilômetro, e não se sabe que poder de atração possui. Ele é particularmente rico em carbono pertencendo, assim, a uma classe comum de asteroides próximos à Terra.

Portando quatro instrumentos, ele deverá examinar a constituição mineralógica e geológica da superfície do asteroide, além de registrar sua temperatura e determinar seu campo magnético.

Sonda volta à Terra em 2020

O Mascot também examinará onde a sonda japonesa deve coletar material. "A sonda e o módulo de pouso vão, de qualquer forma, ampliar nosso conhecimento sobre asteroides", afirmou a gerente de projeto Ho.

Quando se esgotar a bateria do módulo de pouso, fornecida pela agência espacial francesa CNES, a missão da unidade alemã estará terminada. Já a sonda-mãe japonesa deverá aterrissar num deserto da Austrália em 2020, trazendo amostras do asteroide. Em 2010, a sonda espacial japonesa Hayabusa, antecessora da Hayabusa 2, trouxe para a Terra as primeiras amostras de solo de um corpo celeste do gênero.

O Mascot trabalhará durante dois dias de asteroide completos, com uma duração total de 16 horas. O módulo também leva nomes e mensagens da Terra inscritas em pequenas folhas metálicas.

MD/afp/dpa

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