Sonda Gaia mapeia mais de um bilhão de estrelas | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.09.2016
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Mundo

Sonda Gaia mapeia mais de um bilhão de estrelas

Agência Espacial Europeia divulga maior e mais preciso mapa celeste já produzido, expandindo inventário de astros conhecidos na Via Láctea. Cientistas também esperam que sonda descubra novos planetas e asteroides.

A sonda especial Gaia, lançada em 2013, mapeou mais de um bilhão de estrelas na Via Láctea, expandindo em grandes proporções o inventário dos astros conhecidos na galáxia, informou nesta quarta-feira (14/09) a Agência Espacial Europeia (ESA).

O catálogo inicial de 1,15 bilhão de estrelas localizadas, amplamente aguardado por astrônomos de todo o mundo, é o "maior e mais preciso mapa celeste já produzido", disse o astrônomo francês François Mignard. Ele é membro do chamado consórcio Gaia, composto por 450 pesquisadores.

Numa coletiva de imprensa transmitida pela internet a partir do Centro de Astronomia da ESA em Madri, os cientistas revelaram o impressionante mapa da Via Láctea, contendo estrelas com brilhos de intensidade até meio milhão de vezes menor do que as que se vê a olho nu.

As imagens foram capturadas pelos dois telescópios da Gaia, que vasculharam o espaço repetidas vezes. Eles são equipados com uma câmera de cerca de um bilhão de pixels – a maior já levada ao espaço.

A resolução é tão precisa que permite a medição de um cabelo humano a mil quilômetros de distância, diz Anthony Brown, chefe da equipe de processamento e análise de dados da Gaia.

A sonda não apenas consegue determinar a localização de um astro, mas, ao analisar cada estrela múltiplas vezes, é também capaz de traçar seu movimento. Além das 1,15 bilhão de estrelas cuja localização foi estabelecida, o movimento de mais 2 milhões de estrelas também foi identificado.

Nos cinco anos da missão Gaia, o catálogo de estrelas deverá ser aumentado quinhentas vezes. A sonda da ESA iniciou a coleta de dados em 2014, orbitando ao redor do sol a 1,5 milhão de quilômetros da órbita terrestre.

Cientistas esperam que estudar as estrelas lhes permita voltar no tempo, para quando a galáxia começou a se formar. Eles também esperam que a Gaia descubra novos planetas e asteroides.

RC/afp/rtr

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