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Mundo

Soldados alemães morrem em atentado no Afeganistão

Uma explosão no norte do Afeganistão matou três alemães e feriu outros cinco, dois deles gravemente. Talibãs reconhecem autoria do atentado suicida.

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Patrulha alemã no Afeganistão

Três soldados morreram e outros cinco ficaram feridos, dois deles gravemente, no pior ato de terror dos últimos quatro anos contra as tropas alemãs no Afeganistão. Uma explosão numa feira livre em Kunduz, no norte do país, causou a morte de oito pessoas na manhã deste sábado (19/05), informou a polícia local.

Num segundo atentado contra a Bundeswehr nas proximidades de Kunduz, também deste sábado, não houve vítimas. O comandante dos talibãs Mullah Hajatullah Chan assumiu a autoria do atentado, segundo a agência de notícias Reuters.

Pelo lado alemão, a central de comando da tropa, em Potsdam, e o ministério da Defesa em Berlim inicialmente apenas confirmaram os atentados, alegando que primeiramente seriam avisados os familiares das vítimas. Os soldados feridos serão removidos neste domingo para tratamento na Alemanha.

Ministro da defesa interrompe viagem

O ministro alemão da Defesa, Franz Josef Jung, e os líderes de bancadas no Parlamento alemão reagiram com consternação à notícia da morte de soldados alemães no Afeganistão. Jung interrompeu uma viagem particular e viajou a Berlim.

A chefe de governo Angela Merkel disse que "este assassinato traiçoeiro nos enche de repulsa e horror". A comunidade internacional, no entanto, continua firme no seu objetivo de ajudar na reconstrução para garantir um bom futuro ao país, acrescentou.

Os líderes do Partido Verde, Renate Künast e Fritz Kuhn, declararam que o atentado teve o objetivo de destruir a reconstrução das vias democráticas no Afeganistão e que ele mostra que o país continua dependendo do apoio internacional.

Por isso, na opinião dos políticos, é preciso aumentar a ajuda financeira para o treinamento de forças de segurança locais. O governo afegão necessita de toda e qualquer ajuda pessoal e financeira para a organização da polícia civil e da Justiça, acrescentaram os políticos verdes.

O líder da bancada da União Democrata-Cristã (CDU), Volker Kauder, assinalou que este ato confirma a periculosidade da missão no Afeganistão.

Missão no norte do Afeganistão

A Bundeswehr participa da Isaf – que opera no âmbito da Otan –desde o início de 2002 e sua missão concentra-se no norte do Afeganistão. Atualmente, a Alemanha tem 3.150 soldados na missão, formando o terceiro maior contingente.

Até agora, já morreram 21 soldados alemães no Afeganistão. O pior atentado, em 7 de junho de 2003, matou quatro alemães e feriu 29 num ataque a um comboio da Bundeswehr que estava a caminho do aeroporto de Cabul.

Em 21 de dezembro de 2002, sete soldados haviam morrido na queda de um helicóptero, depois que em março do mesmo ano dois alemães e três dinamarqueses morreram quando explodiram os mísseis que tentavam desativar. (sams/rw)

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