1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Soldados alemães aprovam controverso fuzil G36

Comissão criada pelo Ministério da Defesa diz que militares não perceberam deficiências de precisão durante combates. Testes mostraram que arma apresenta problemas quando esquenta demais, mas esse seria um caso extremo.

Os soldados da Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) em missões no exterior disseram não ter problemas com a precisão do fuzil G36, da fabricante Heckler & Koch, concluiu uma comissão criada pelo Ministério da Defesa para averiguar possíveis falhas nesse modelo de armamento.

A comissão entrevistou 200 soldados e apresentou seu relatório nesta quarta-feira (14/10) em Berlim. De acordo com o documento, os militares não perceberam deficiências de precisão durante combates e nenhum deles disse que sua vida teria sido posta em risco. O fuzil padrão da Bundeswehr foi avaliado como sendo de fácil uso, leve e pouco sujeito a interferências.

"A confiabilidade foi particularmente enfatizada", afirmou a comissão. O relatório também ressaltou que os soldados não concordam com o apelido "fuzil avariado", dado ao G36. "A experiência operacional e em combate contradiz essa denominação", afirmou o diretor da comissão Winfried Nachtwei.

A polêmica em torno do fuzil começou em 2010, após denúncias de falhas na precisão quando a arma é exposta a elevadas temperaturas externas ou quando ela esquenta demais devido ao uso contínuo. Em maio de 2015, um exame laboratorial confirmou as denúncias. Em agosto, a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, ordenou a substituição de 167 mil fuzis a partir de 2019.

Segundo Nachtwei, a situação de temperaturas extremas testada pelo laboratório é uma exceção. A ministra evitou comentar o relatório e disse que ele será avaliado internamente.

A Bundeswehr usa o G36 como arma padrão há 20 anos e comprou, desde 1990, mais de 180 mil peças. O fuzil é usado também por exércitos e forças de seguranças de outros países, como Espanha, Noruega, Jordânia e México.

CN/dpa/rtr

Leia mais