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Mundo

Soldado da ONU morre em ataque israelense contra Hisbolá

Espanhol é atingido por morteiro lançado como retaliação a ataque de organização radical libanesa. Madri exige investigação completa. Israel afirma que continuará exercendo "direito de autodefesa".

Um capacete azul da ONU, de nacionalidade espanhola, morreu nesta quarta-feira (28/01) durante confrontos entre a organização xiita Hisbolá e o Exército de Israel, em uma área onde estão distribuídas tropas das Nações Unidas, no sul do Líbano. O local, de responsabilidade espanhola, fica próximo da base Miguel de Cervantes, a cerca de 40 quilômetros da fronteira.

Francisco Javier Soria Toledo, de 36 anos, foi fatalmente atingido por um morteiro lançado por Israel como resposta a ataques dos radicais xiitas contra um comboio israelense, segundo informaram forças libanesas de segurança.

A Espanha pediu à ONU uma investigação "imediata, exaustiva e completa" sobre a morte do soldado, segundo informou o chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo. "Não tenham dúvidas de que não hesitarei em cobrar responsabilidades", disse o ministro a jornalistas.

Segundo a imprensa espanhola, o ministro foi procurado pelo chanceler israelense, Avigdor Lieberman, que transmitiu as condolências e responsabilizou o Hisbolá pelos acontecimentos.

Outros dois soldados israelenses morreram nos confrontos, e pelo menos outros sete ficaram feridos quando o Hisbolá

lançou um míssil antitanque

sobre um comboio israelense na área ocupada por Israel na fronteira.

O Exército israelense respondeu com ataques aéreos e terrestres. A ação do Hisbolá teria sido uma retaliação ao recente ataque israelense às Colinas de Golã, que matou um alto integrante do grupo radical libanês.

Israel afirmou à ONU nesta quarta-feira que continuará respondendo a ataques caso siga sendo alvo do Hisbolá. Esta é a maior escalada de violência na região desde 2006.

"Israel não vai ficar esperando enquanto o Hisbolá ataca israelenses. Israel não vai aceitar qualquer ataque em seu território, vai exercer seu direto de autodefesa e tomará todas as medidas necessárias para proteger sua população", afirmou o embaixador do país na ONU, Ron Prosor, em uma carta dirigida ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral Ban Ki-moon.

MSB/dpa/rtr/sfp/lusa

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