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Mundo

Sobe número de mortos em desastre de Tianjin

Explosões na cidade chinesa mataram ao menos 112 pessoas, feriram cerca de 700 e outras 100 estão desaparecidas. Autoridades confirmam presença de centenas de toneladas de substância altamente perigosa no local.

Centenas de toneladas de cianeto de sódio, produto químico altamente perigoso, estavam guardadas em armazéns da cidade de Tianjin, devastados por duas grandes explosões que causaram a morte de pelo menos 112 pessoas, afirmaram neste domingo (16/08) autoridades militares chinesas.

"O volume é de algumas centenas de toneladas, de acordo com estimativas preliminares", afirmou o general Shi Luze, em conferência de imprensa, afirmando que a substância foi identificada em dois locais da zona onde ocorreram as explosões, na quarta-feira.

A informação dada pelo general Shi Luze é a primeira confirmação oficial da presença dos químicos no armazém.

No sábado, especialistas que colaboram na investigação afirmaram ser "possível" que os armazéns armazenassem cianeto de sódio, altamente tóxico, entre outros produtos químicos, como nitrato de amónio, nitrato de potássio e carboneto de cálcio.

O desastre gerou receios de contaminação tóxica. Moradores do local e parentes das vítimas pedem explicações às autoridades sobre o que dizem ser um bloqueio à informação, depois de a China ter suspendido ou encerrado centenas de contas nas redes sociais por supostamente espalharem "rumores" sobre as explosões.

Bombeiros desaparecidos

Segundo balanço divulgado na manhã de domingo, 112 pessoas morreram e 95 continuam desaparecidas, incluindo 85 bombeiros, embora as autoridades tenham advertido que alguns deles poderiam estar entre os 88 cadáveres não identificados encontrados até agora. As explosões causaram mais de 700 feridos.

A Agência de Aviação Civil da China (CAAC) pediu aos terminais de transporte aéreo de carga para separarem as embalagens que contenham produtos químicos perigosos e removerem aqueles que não são autorizados a serem transportados por via aérea.

As medidas, citadas pela agência estatal de notícias Xinhua, surgem depois de informações divulgadas na imprensa de que produtos químicos perigosos – que possivelmente causaram as grandes explosões em Tianjin – não teriam sido armazenados em separado no armazém e poderiam ter excedido o volume máximo permitido naquele tipo de depósito.

Maior porto do norte da China, situado a 150 quilômetros de Pequim, Tianjin é a capital de um município com cerca de 15 milhões de habitantes.

MD/afp/lusa/rtr

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