Sob pressão, Temer diz que ″o Brasil não vai parar″ | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 26.05.2017
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Brasil

Sob pressão, Temer diz que "o Brasil não vai parar"

Presidente divulga vídeo nas redes sociais exaltando a aprovação de MPs pelos parlamentares em meios aos protestos exigindo a sua saída, que, segundo afirmou, "ocorreram com exageros".

Temer disse que manifestações ocorreram com exageros e que deputados e senadores trabalharam em favor do Brasil

Temer disse que manifestações "ocorreram com exageros" e que deputados e senadores trabalharam "em favor do Brasil"

"O Brasil não parou e não vai parar", afirmou o presidente Michel Temer em mensagem divulgada nas redes sociais nesta quinta-feira (25/05), ressaltando que, apesar dos violentos protestos na Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional continuou trabalhando "em favor do Brasil".

"Continuamos avançando e votando matérias importantíssimas no Congresso Nacional. As manifestações ocorreram com exageros, mas deputados e senadores continuaram a trabalhar em favor do Brasil e aprovaram número expressivo de medidas provisórias, sete em uma semana”, disse o presidente.

Na quarta-feira, uma manifestação com cerca de 45 mil pessoas resultou na depredação de prédios públicos e confrontos entre policiais e manifestantes. As sedes de três ministérios foram incendiadas, e oito edifícios sofreram danos, incluindo a Catedral de Brasília.

Mesmo sem a presença da oposição, deputados da base governista aprovaram as medidas provisórias que trancavam a pauta de votações no Congresso. Os opositores abandonaram as votações em protesto contra o decreto assinado por Temer que autorizava a atuação das Forças Armadas para garantir a segurança no Distrito Federal.

Após uma enxurrada de críticas e intensa pressão sobre o governo, inclusive da base aliada, o decreto foi revogado nesta quinta-feira.

Protestos resultaram na depredação de prédios púbicos e confrontos entre policiais e manifestantes.

Protestos resultaram na depredação de prédios púbicos e confrontos entre policiais e manifestantes.

Entre as medidas aprovadas pelo Congresso estava a MP 759/16, que estabelece regras para regularização de terras da União ocupadas na Amazônia Legal e disciplina novos procedimentos para regularização fundiária urbana e rural até 2,5 mil hectares.

"Há milhões de brasileiros que vivem sem a posse legal de sua casa ou de seu pequeno lote de terreno. Agora isso mudará. O governo vai entregar a escritura para famílias carentes de todo o país”, exaltou Temer.

Outras medidas provisórias aprovadas foram as que estabelecem critérios para a concessão do auxílio-doença, da aposentadoria por invalidez e do salário-maternidade, além da MP que permite os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

"Quero agradecer aos presidentes da Câmara e do Senado e aos parlamentares da base aliada no empenho dessas votações", disse o presidente. "Temos muito ainda a fazer, e este é o único caminho que meu governo pretende seguir: colocar o Brasil nos trilhos. Portanto, vamos ao trabalho”, concluiu.

O presidente vem sofrendo duros golpes nos últimos dias com a perda de auxiliares próximos – quatro de seus cinco assessores especiais já deixaram o Planalto – e críticas de colegas de partido que pedem a sua saída. Alguns caciques já parecem discutir nomes alternativos para ocupar a Presidência.

Temer enfrenta ainda a permanente reprovação da população, além de ser alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A controvérsia envolvendo a convocação de militares paarece ter aumentado ainda mais a sensação de isolamento do governo.

RC/abr/ots

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