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Cultura

Sizarr chega mais maduro e bilíngue ao segundo álbum

Quando estreou em 2012, a banda Sizarr chamou atenção da imprensa internacional, principalmente com canções em inglês. Agora, no segundo álbum, grupo se assume como alemão e encara desafio de se estabelecer no mercado.

Ser considerada uma das bandas alemãs mais promissoras e ganhar a atenção da mídia internacional é um bom começo, mas também tem lá seus riscos. O teste de fogo é sempre o aguardado segundo disco: passo difícil em que a banda se estabelece ou desaparece.

Os alemães da banda Sizarr não se intimidaram com o interesse em seu som, que mistura pós-punk, indie, eletrônico e delicadas canções pop. Em seu segundo álbum, Nurture, eles buscaram inspiração na década de 1980 e mostraram que vieram para ficar.

"Não queremos rotular nossa música, até porque nós mesmo achamos muito difícil descrever nosso som. Nossas influências são muito diversas, mas estávamos ouvindo muita música dos anos 1980, principalmente os grandes sucessos, durante o processo de composição do disco", conta Philipp Hülsenbeck, tecladista do Sizarr, em entrevista à DW Brasil.

Embora tenha se lançado no mercado internacional com canções em inglês – o que é considerado mais "amigavel" à indústria musical –, no segundo álbum eles não escondem o fato de serem uma banda alemã.

"Não acho que há preconceito contra bandas alemãs. Os alemães tem um entendimento completamente diferente da cultura pop. Há uma variedade muito grande de gêneros musicais sendo produzido no país. As pessoas esperam só techno vindo da Alemanha, por isso talvez seja difícil para outras bandas pop chamarem atenção fora do país", diz Hülsenbeck.

Diferentes influências

O Sizarr foi formado em 2009 pelos amigos Fabian Altstötter, Philipp Hülsenbeck, Marc Übel na pequena cidade de Landau. Eles tinham acabado de deixar a adolescência quando lançaram seu disco de estreia Psycho Boy Happy em 2012.

"Queríamos fazer um bom segundo álbum, sem nos importarmos com o que os outros esperavam da banda. Começamos a reunir ideias e a tocar juntos. A maioria das canções começou a ser escrita por um de nós, e terminamos juntos em estúdio", explica o tecladista.

Hoje, os integrantes do Sizarr deixaram a cidade pequena para trás, e cada um deles vive numa metrópole diferente: Altstötter em Berlim, Hülsenbeck em Hamburgo e Übel em Frankfurt. Além de compor de maneira diferente, Altstötter, que escreve as letras da banda, passou a usar um pouco de alemão nas letras em inglês da banda.

"O Fabian tinha uma letras que soavam melhor em alemão. Em Slender Gender uma parte é cantada em inglês, depois cantamos os mesmos versos em alemão. Achamos algo divertido e que combinava com a canção", explica.

Identidade, juventude e solidão

Nurture é um disco tranquilo, mas cheio de pequenas surpresas musicais. As influências dos anos 1980 ficam evidentes em canções como Slender Gender, Timesick e Slightly. A faixa I May Have Lied To You soa como se os ingleses do The Smiths estivessem fazendo música na Alemanha hoje.

A banda acabou de voltar de uma turnê europeia de divulgação do álbum e se prepara para novos desafios. "Nosso primeiro álbum tinha muitas músicas que não conseguíamos reproduzir ao vivo. Essa foi a turnê mais humana que já fizemos", conta o tecladista.

Eles também já começaram a pensar no terceiro álbum, ainda sem previsão de lançamento. "Acabamos de voltar de uma viagem que gravamos em estúdios em Paris, Londres e Nova York. Vamos passar alguns dias em Berlim e colaborar com diferentes artistas em novas canções", diz Hülsenbeck.

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