Situação na Tunísia permanece tensa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 16.01.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Situação na Tunísia permanece tensa

No país, continua onda de violência e caos. Partidos iniciam conversas para formação de governo de unidade. Chefe da guarda privada de Ben Ali é acusado de atentar contra novo governo.

default

Soldados patrulham o centro de Túnis

Os principais partidos da Tunísia começaram neste domingo (16/01) as reuniões para formar um governo de unidade nacional. O governo interino afirmou que planeja investigar a morte de manifestantes civis durante a onda de protestos que levaram à fuga de Ben Ali, após 23 anos no poder.

O estado de emergência continua em vigor e forças de segurança continuam patrulhando o centro da capital, Túnis. O maior sindicato do país, o UGTT, convocou os cidadãos na televisão para a criação de grupos civis de defesa contra saqueadores e vândalos.

Ali Seriati, chefe da guarda pessoal do ex-presidente Ben Ali, foi preso, juntamente com auxiliares. Ele deve ser processado, acusado de atentar contra a segurança do Estado e de ter fomentado a recente onda de violência, de acordo com a televisão estatal tunisiana. As autoridades do país acusam Seriati de conspirar contra o novo governo.

Começam negociações para governo de unidade

O Conselho Constitucional do país nomeou no sábado Foued Mebazaa como segundo presidente interino em 24 horas. O primeiro-ministro, Mohammed Ghannouchi, havia assumido o governo na sexta-feira, após a fuga do país do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que cedeu à pressão dos movimentos populares e de semanas de violentos protestos.

EU-Afrika-Gipfel

Kadafi criticou deposição de presidente

Na cidade de Regueb, no centro do país, cerca de 1,5 mil pessoas protestaram neste domingo contra um governo de unidade, segundo informações de um sindicato. "Não nos revoltamos para que haja a formação um governo com uma oposição de mentira", gritavam os manifestantes.

Kadafi lamenta deposição

O chefe do maior partido islâmico da Tunísia anunciou seu retorno do exílio em Londres. "Os partidos políticos têm agora que substituir a ditadura pela democracia", disse Rached Ghannouchi, do Ennahdha, proibido sob o regime do ex-presidente Ben Ali. Ghannouchi afirmou que está disposto a participar de um governo transitório.

O chefe de Estado da Líbia, Muamar Kadafi, lamentou a deposição de Ben Ali, afirmando considerá-lo o legítimo presidente da Tunísia. "Não há ninguém melhor que ele", disse Kadafi em um discurso divulgado pela mídia local. Ao mesmo tempo, ele sugeriu que o país vizinho adote seu modelo de uma "democracia direta".

A perspectiva de eleições antecipadas, entretanto, é motivo de preocupação para muitos tunisianos, que temem que a eleição convocada às pressas não permita que a oposição se organize. Durante o governo de Ben Ali, os políticos da oposição tiveram muito poucas chances de se tornar conhecidos e apresentarem seus programas.

Turistas deixam o país

Deutsche Touristen Rückkehr aus Tunesien

Turistas alemães retornam

Desde a última sexta-feira, as grandes operadoras de turismo vêm retirando a maioria dos turistas alemães da Tunísia, trazendo-os de volta para casa. A Thomas Cook terminou de retirar seus 2 mil clientes já na noite de sábado.

Os outros turistas alemães que ainda permanecem no país devem ser trasladados até a noite de domingo, segundo informações das operadoras e do ministério do Exterior. A empresa TUI, maior operadora alemã, começou no sábado a retirar, com vôos especiais, todos os seus clientes do país.

"Tive medo", disse Mbarka Khamassi, de Baden-Württemberg, após sua chegada em Stuttgart, no sábado à noite. "Estamos contentes que conseguimos sair", disse Robert Flanigan, de Cloppenburg, depois de ter desembarcado com sua mulher em Hannover. Outros turistas foram surpreendidos com a saída precipitada, porque não haviam percebido nada dos protestos.

O governo da Alemanha apelou para que a Tunísia construa uma democracia. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, ofereceu ajuda ao país. O ministro do Exterior, Guido Westerwelle, pediu ao governo de transição: "Caminhem rumo à democracia, garantam uma estabilidade real".

MD/afp/dpa/dapd

Revisão: Soraia Vilela

Leia mais