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Alemanha

Situação das crianças no mundo é assustadora: 600 milhões vivem na miséria

O relatório anual divulgado pelo Unicef não mostra melhoras na situação das crianças no mundo nos últimos dez anos.

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Direitos da criança ainda estão longe de serem garantidos

O Unicef, órgão de proteção à criança das Nações Unidas, divulgou nesta sexta-feira, em Berlim, o seu relatório anual com dados pouco animadores. A entidade fez um balanço de toda a década de 90 e mostrou que 10 milhões de crianças morrem por ano em decorrência de doenças, subnutrição ou violência.

Das 27 metas estabelecidas em 1990, na primeira reunião de cúpula das Nações Unidas sobre o problema, apenas seis foram alcançadas. Entre elas, o Unicef comemorou o sucesso das campanhas de vacinação contra paralisia infantil e tétano.

Do outro lado da balança pesa o avanço inexpressivo na redução do índice de mortalidade infantil. Há dez anos, 94 crianças a cada mil morriam antes de completar cinco anos de idade e hoje continuam sendo 81 a cada mil. Isso significa que a planejada redução de 50% para o período não passou de 17%.

A região mais crítica do planeta é a situada ao sul do deserto do Saara, na África. Nestes países o índice de mortalidade infantil atinge 172 crianças a cada mil. O principal problema da região está na disseminação do vírus da Aids. Cerca de 13 milhões de crianças têm pais portadores do HIV.

A pobreza é a principal adversária das crianças na luta pela sobrevivência. Cerca de 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com menos de um dólar por dia, o que representa um quinto da população do planeta. Metade destas pessoas são menores de idade.

A falta de recursos faz com que mais de um bilhão de pessoas vivam sem acesso à água. Além disso, cerca de 40% da população mundial precisa viver sem recursos mínimos de higiene, como vasos sanitários.

O Unicef citou a multiplicação dos casos de Aids e as guerras como os principais inimigos das crianças em todo o mundo. De 1990 até hoje, mais de dois milhões de crianças morreram em guerras e outros seis milhões delas ficaram gravemente feridas. Mais de 300 mil menores já lutaram como soldados.

Para o órgão de defesa da criança, falta vontade política para reverter este quadro. O Unicef pediu um maior apoio financeiro dos países industrializados na segunda conferência de cúpula, que será realizada em maio de 2002, em Nova York.

Para os próximos meses, o Unicef está planejando uma operação de emergência para socorrer as crianças vítimas da guerra no Afeganistão. O órgão teme que cem mil crianças de até cinco anos possam morrer de frio neste inverno.

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