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Mundo

Sites da Coreia do Norte voltam ao ar após apagão

Páginas ficaram offline por mais de nove horas depois de EUA prometerem responder a ataque de hackers à Sony Pictures, que levou ao cancelamento da estreia da comédia "A Entrevista". Washington não assume autoria.

Sites importantes da Coreia do Norte voltaram ao ar nesta terça-feira (23/12), depois de ficarem offline por mais de nove horas. O apagão veio após os EUA prometerem responder a um ataque de hackers à Sony Pictures, cuja responsabilidade Washington atribui a Pyongyang.

A Casa Branca e o Departamento de Estado americano se recusaram a dizer se o governo dos EUA foi responsável pelo desligamento dos sites em um dos países mais pobres e com menos acesso à internet do mundo. Vários oficiais americanos envolvidos nas investigações do ataque à Sony disseram que o governo americano não teve envolvimento na ação cibernética contra Pyongyang.

Apesar de negar a responsabilidade pelo ataque à Sony, a Coreia do Norte chamou o incidente de uma "obra de justiça" e deixou clara sua fúria diante do filme A Entrevista, uma sátira em que os protagonistas são contratados pela CIA para matar o líder norte-coreano Kim Jong-un. Depois do ataque de hackers, a Sony Pictures cancelou a estreia do longa-metragem.

Em condição de anonimato, oficiais da Coreia do Sul disseram que os sites da Agência Central de Notícias Coreana e do jornal Rodong Sinmun, que são as principais fontes de notícias oficiais da Coreia do Norte, haviam ficado fora do ar, mas voltaram a funcionar na manhã desta terça-feira.

Possíveis causas para o apagão incluem um ataque externo à frágil rede norte-coreana ou simplesmente falta de energia, afirma Jim Cowie, cientista-chefe da companhia americana de análise de internet Dyn Research.

No ano passado, a Coreia do Norte sofreu apagões semelhantes na internet em tempos de tensão nuclear com os EUA, a Coreia do Sul e outros países. Pyongyang culpou Washington e Seoul pelos incidentes.

O presidente americano, Barack Obama, havia dito que o governo americano esperava responder ao ataque de hackers à Sony, que ele descreveu como um ato de "cibervandalismo" da Coreia do Norte.

O Ministério do Exterior chinês disse nesta terça-feira que relatos de que a China esteve envolvida nos cortes da internet norte-coreana são "irresponsáveis". Washington pedira ajuda a Pequim para identificar hackers da Coreia do Norte operando em solo chinês e enviá-los de volta a seu país de origem.

LPF/ap/rtr

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