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Alemanha

Sistema de saúde acusado de corrupção

Em seu relatório anual, a Transparência Internacional estima que a corrupção na Alemanha custa ao sistema de saúde entre oito e 24 bilhões de euros por ano.

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Medicamentos novos no mercado: nem sempre mais eficazes

O "capítulo alemão" do relatório anual da ONG, que combate práticas corruptas tanto na máquina governamental quanto na iniciativa privada, denuncia um crescimento da influência da indústria farmacêutica no comportamento dos médicos e pesquisadores alemães.

A ONG defende medidas de combate aos abusos e aponta para o que chama de o aspecto mais sério da corrupção no sistema de saúde alemão: o assédio cada vez maior da indústria farmacêutica com estratégias nem sempre honestas de marketing.

Estratégias que incluem, entre outros métodos, o pagamento "extra" de médicos em troca da prescrição de determinados medicamentos, a infiltração em grupos de auto-ajuda e o uso de pesquisas "duvidosas" na forma de divulgação de seus produtos.

Excesso de instituições

Segundo a Transparência Internacional, fraudes e diversas formas de corrupção foram devorando nos últimos anos as estruturas do sistema de saúde no país. No relatório da organização, há denúncias de que devido ao poder de manipulação da indústria farmacêutica e organizações afins, as estruturas do sistema alemão de saúde acabam se tornando obscuras e pouco compreensíveis.

"Um dos principais problemas de nossa susceptibilidade à corrupção na Alemanha está ligado ao fato de que enquanto outros países têm um ministro da Saúde, nós temos 17, ou seja, 16 secretários de Estado da Saúde. Um em cada unidade da federação, além do próprio ministro", diz Anke Martiny, da Transparência Internacional.

"Temos também aproximadamente 250 seguradoras, enquanto em outros países o sistema de saúde é gerenciado de forma mais centralizada. Nem é necessário dizer que, nessas circunstâncias, o poder dos funcionários acaba ficado fora de controle", completa Martiny.

Comportamento suspeito

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Médicos e indústria farmcêutica: relações muitas vezes suspeitas

De acordo com o relatório da ONG, o comportamento da indústria farmacêutica é a questão mais crítica neste contexto. O farmacologista Peter Schönhofer diz que os fabricantes de medicamentos têm adaptados seus produtos às possibilidades de marketing e não ao contrário: "Desde 1990, cerca de 460 novas substâncias chegaram ao mercado, mas apenas sete delas são realmente inovações reais. Outras 25 oferecem melhorias e o resto não vai além de pseudo-inovações, produzidas única e exclusivamente com o objetivo de subir os preços no mercado".

Propaganda disfarçada

Schönhofer salienta que nenhum desses 460 produtos, comercializados através de estratégias corruptas de marketing, realmente contribuiu para aumentar as chances reais de cura dos pacientes.

Entre essas estratégias suspeitas estão os convites feitos a médicos para participar de congressos e seminários especializados. Atividades que Schönhofer aponta como maneiras disfarçadas de propaganda dos produtos de grupos farmacêuticos. E isso não é tudo: "Forjar pesquisas médicas também têm se tornado consideravelmente comum", denuncia.

Mais transparência

A Transparência Internacional exige medidas mais eficazes no combate à corrupção neste setor, afirmando que seguradoras e associações de médicos que tratam pacientes que não dispõem de um seguro privado deveriam trabalhar mais seriamente.

A organização propõe ainda que executivos de corporações profissionais sejam punidos em casos de corrupção e que haja uma maior transparência em relação aos laços existentes entre patrocinadores de eventos e especialistas na área de saúde.

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