″Sir Vival″ está de volta | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 12.09.2003
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Alemanha

"Sir Vival" está de volta

Rüdiger Nehberg encerrou com sucesso mais uma expedição, possivelmente a última. Neste apelo em nome da mata e dos índios, o maior perigo foram mesmo as autoridades brasileiras.

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Nehberg chega em Hamburgo

Em 31 de julho um helicóptero o desembarcou em plena mata amazônica, na fronteira com a Guiana, vestido apenas de calção de banho, sandálias e camiseta. Sem bússola nem provisões, e com quase nenhum equipamento. Para comunicação e entrevistas, apenas um telefone celular. Porém ele se machucou num arbusto de espinhos e perdeu seu facão logo de cara. Ao longo do rio, começava a luta para retornar à civilização.

Após mais de cinco semanas na selva, o confeiteiro profissional - nas horas vagas especialista em sobrevivência e ativista dos direitos humanos por paixão - Rüdiger Nehberg está de volta à Alemanha. Ele aterrissou na quinta-feira (11) no Aeroporto de Hamburgo, onde foi recebido pela filha e pela companheira, Annette Weber. "Fico muito feliz por estar de volta", comentou. Sua condição física é boa, embora haja perdido dez quilos durante a expedição e sido atacado por parasitas.

A maior ameaça foram as autoridades

Em agosto ficou-se sem contato com ele durante 11 dias. Nehberg esclarece que o silêncio se deveu à perda da bateria solar que alimentava seu celular. Porém "os problemas só começaram mesmo quando alcancei o território indígena", relata. Como ficou sabendo por rádio, as autoridades locais o procuravam por biopirataria, entrada ilegal em reserva protegida e viagem sem passaporte, entre outras acusações.

Assim, o aventureiro também conhecido como "Sir Vival" (um jogo de palavras com survival, "sobrevivência" em inglês) escondeu-se e contatou seu advogado em Manaus. Após longas negociações, as autoridades brasileiras suspenderam a maior parte das acusações, expulsando Nehberg para a Venezuela.

Todos os riscos e vicissitudes foram por uma boa causa, segundo sua assessoria, pois com a operação ele teria feito um apelo vivo em nome dos índios e do patrimônio natural que representa a Floresta Amazônica. Porém, ao que tudo indica, foi esta a última grande aventura do confeiteiro de 68 anos: "Preciso de aparelho de surdez e de óculos, a força também falta." No futuro, ele pretende, ao lado da organização pelos direitos humanos Target, empenhar-se contra a circuncisão feminina nos países islâmicos.

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