Sindicalistas alemães exigem maior proteção ao emprego no Dia do Trabalho | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 01.05.2009
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Alemanha

Sindicalistas alemães exigem maior proteção ao emprego no Dia do Trabalho

Sindicalistas pedem ações enérgicas contra causadores da crise financeira e querem taxação de até 80% dos salários de executivos. Violência entre extremistas de direita e ativistas de esquerda em várias cidades alemãs.

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Trabalhadores exigem emprego para todos e salários justos

Sob o impacto da crise financeira e da ameaça de desemprego, milhares de trabalhadores saíram às ruas de cidades da Alemanha nesta sexta-feira (01/05) para participar dos tradicionais protestos do Dia do Trabalho.

Segundo os números da central sindical DGB, em torno de 484 mil pessoas participaram de manifestações em todo o país. Os sindicalistas exigiram maior proteção para o emprego e cobraram ações enérgicas do governo contra os responsáveis pela crise econômica.

Em Bremen, o presidente da DGB, Michael Sommer, disse que o governo deve tornar mais rígido o controle sobre os mercados financeiros e que os "super-ricos" devem contribuir para pagar os custos da crise, se necessário com empréstimos a juros baixos ao Estado.

Já o presidente do sindicato Verdi, Frank Bsirske, defendeu uma alíquota de 80% do imposto de renda para os salários dos altos diretores de empresas, caso medidas para reduzir esses vencimentos não surtam efeito. "Foi assim nos EUA nos anos 1930", argumentou.

Os sindicalistas reclamaram que em muitas manifestações houve ataques de extremistas de direita. Em Dortmund, manifestantes da DGB foram agredidos com pedras e outros objetos, disse a polícia. A confusão resultou na prisão de cerca de 200 radicais de direita.

Violência entre extremistas

1. Mai in Berlin Köpenick

Manifesto contra neonazistas em Berlim

Além das manifestações dos trabalhadores, o Primeiro de Maio na Alemanha foi marcado por choques entre ativistas de esquerda e extremistas de direita em várias cidades do país.

Em Ulm, cerca de mil neonazistas ligados ao partido NPD que participavam de uma passeata foram atacados com pedras e garrafas por ativistas de esquerda. A polícia usou gás lacrimogênio e jatos d'água contra os manifestantes.

Em torno 12 mil pessoas se reuniram numa manifestação contra o extremismo de direita em Hannover. Uma passeata de neonazistas estava programada para a cidade, mas foi proibida pouco antes de seu início pela Justiça alemã.

Em Berlim, aproximadamente 1,5 mil manifestantes impediram a realização de um ato do NPD no bairro de Köpenick. Houve enfrentamentos entre extremistas de direita e ativistas de esquerda também em Mainz.

AS/dpa

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