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Copa do Mundo

Sina dos sul-americanos em Copas na Europa

O que impede latino-americanos de vencer uma Copa do Mundo na Europa? Seria normal ou pura casualidade? Sobre isso, DW-WORLD conversou com Rainer Holzschuh, redator-chefe da "Kicker", principal revista de futebol alemã.

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Esperança de quebrar uma tradição, Brasil se despediu cedo da Copa

Nas semifinais, o Mundial na Alemanha se transformou, definitivamente, em um campeonato europeu. Alemanha, Itália, Portugal e França seguem em busca do título, deixando para trás as grandes esperanças do futebol da América do Sul. Prossegue, assim, a sina de que os sul-americanos não conseguem ganhar uma Copa do Mundo na Europa.

"Ritmo casual"

A exceção que confirma a regra foi a conquista brasileira no Mundial da Suécia, em 1958. Um ano que a seleção tinha todos os ases na manga, começando com o talento de Pelé.

Qual é a razão desta constância que parece ter se transformado em lei no futebol? Rainer Holzschuh, redator-chefe da Kicker, considera que é uma questão de casualidade.

De acordo com o jornalista, quando foram eliminados pelos franceses no sábado, os brasileiros acabaram por fazer o mesmo que os franceses na Copa de 2002. Ou seja, quando defendiam um título, acabaram por ser eliminados com mais pena do que glória.

A diferença é que, enquanto em 2002 a França caiu na primeira rodada, este ano o Brasil foi mais longe, chegando às quartas. Mas chegou mal preparado em um jogo em que prevaleceu o ar de arrogância. "Até mesmo o campeão do mundo tem que começar uma nova competição do zero", afirma Holzschuh.

Diferenças latinas e européias

No caso da Argentina, o problema foi diferente. A equipe chegou "muito bem preparada", de acordo com Holzschuh. A seu ver, a seleção foi perdendo um pouco da força durante o torneio, mas a derrota para a Alemanha foi resultado, sobretudo, de erros táticos do treinador. Do contrário, para o jornalista, os alemães não teriam condições de vencer aquele jogo.

Mas, deixando de lado o ocorrido com a equipe de Pekerman, a falta de preparação adequada surpreende o especialista alemão. "Levando em conta que 90% dos jogadores das principais seleções da América Latina jogam na Europa, deveriam estar acostumados com o jeito e mentalidades europeus", opina.

Diante desta realidade, cabe perguntar-se se é possível então falar em um "futebol latino-americano" e um "futebol europeu". O redator-chefe da revista considera que, de fato, existem diferenças. Ele cita, por exemplo, a alegria de jogar, característica dos latinos. Se bem que também no Velho Mundo "há exceções como Zinedine Zidane, da França. Mas são casos bem individuais".

Além disso, menciona diferenças táticas e de treinamento, destacando a excelente preparação da seleção alemã, que mostrou elementos de grande precisão. No entanto, Holzschuh reconhece que isso não se aplica à equipe inglesa, concluindo, portanto, que também "há uma brecha que atravessa a Europa".