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Mundo

Silêncio confirmador

Governo alemão mantém silêncio sobre seqüestro no Saara. Berlim não confirma, nem desmente notícia de que uma alemã já teria morrido há semanas. Diplomatas e agentes secretos estariam negociando pagamento de resgate.

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Cartaz com alemães seqüestrados e veículos que usavam

Há cinco meses, Berlim mantém o mesmo ritual quando surgem novas notícias sobre o seqüestro de turistas alemães, holandeses e suíços no deserto do Saara. O governo não desmente as informações, nem as confirma. Desta vez, a rede pública de tevê revelou que uma mulher alemã, de 46 anos, mãe de dois filhos em Augsburg, morreu já faz um bom tempo. Hipertensa e com colesterol alto, ela tomava regularmente remédios, que no deserto lhe fizeram falta. Na Argélia, país do seqüestro, os boatos da morte já circulavam há semanas.

O Ministério das Relações Exteriores mais uma vez não se manifestou sobre a notícia. Os diplomatas mantêm o silêncio, alegando não querer colocar em risco a vida dos reféns. O governo repete apenas estar fazendo de tudo para ajudar os seqüestrados e mantendo seus parentes informados sobre a situação. Pode-se deduzir, portanto, que a família de Augsburg já sabia da morte.

As informações sobre onde está a caravana de seqüestradores e seqüestrados divergem no momento. Em todo caso, estaria no limiar da fronteira entre Argélia e Mali, mais de 1200 quilômetros de distância das montanhas Tamelrik, em cujos desfiladeiros o grupo se escondeu durante meses. Na semana passada, após longo tempo sem notícias, surgira a informação de que havia atravessado para o Mali. Sinal da veracidade do boato teria sido o vôo de um diplomata de Berlim para o país africano, onde encontrou-se com o presidente.

Na busca por explicações

Observadores perguntam-se, entretanto, como a caravana conseguiu percorrer tamanha distância sob o sol escaldante do verão saariano. Por que o Exército argelino não interceptou o grupo? Embora pouco se possa acreditar, o governo em Argel assegura que os sobreviventes estão bem. Como sabe? Especula-se sobre um possível acordo entre os seqüestradores e o Exército argelino.

Este estaria sob pressão dos europeus, contrários ao uso de violência para libertar os 14 homens e mulheres. Para evitar um confronto com os criminosos, os militares teriam cedido veículos para chegar ao Mali. Os reféns seriam libertados ainda em território argelino e os seqüestradores se refugiariam no norte do Mali, uma região saárica tão grande quanto a França e praticamente sem controle do governo.

Negociação de resgate em andamento

Segundo jornais argelinos, estariam previstas negociações diretas entre policiais europeus e seqüestradores nesta quinta e sexta-feira. Dez agentes alemães, holandeses e suíços estariam na fronteira entre Argélia e Mali para estabelecer contato com o grupo.

Possivelmente, negocia-se o pagamento de um resgate. Fala-se que os criminosos reivindicam um milhão de euros por refém. Oficialmente, o governo da Suíça declarou que não aprovará, por questão de princípio, qualquer pagamento a seqüestradores. A realidade parece entretanto ser outra. Por baixo dos panos, existiriam negociações neste sentido. Mas, claro, nem o governo argelino, nem o malinês, nem os europeus comentam tais notícias e informações.

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