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Mundo

Shimon Peres busca respaldo da UE para plano de paz

Shimon Peres viaja à capital espanhola, em busca de um apoio da União Européia para o seu plano de paz entre israelenses e palestinos.

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O escritório de Arafat em Ramallah, na madrugada desta quarta-feira

O ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, reúne-se em Madri com seu colega de pasta espanhol, Josep Piqué, e com o chefe de governo José Maria Aznar nesta quinta-feira (21). A viagem de Peres teve de ser adiada várias vezes, em conseqüência da recente escalada da violência em Israel e nos territórios palestinos. A Espanha exerce atualmente a presidência da União Européia, dentro do sistema de rodízio semestral. Em razão disto, a reunião com Piqué já estava prevista há semanas, mas Peres teve de adiá-la por motivos de agenda.

O ministro espanhol das Relações Exteriores deverá informar seu colega israelense sobre a posição da União Européia em relação aos acontecimentos recentes no Oriente Médio. O assunto foi tratado pelos chefes da diplomacia dos quinze países membros da UE, na reunião realizada em Bruxelas, no início da semana.

A presidência espanhola tencionava apresentar ao ministro israelense uma proposta conjunta da UE sobre o conflito, mas a iniciativa não se concretizou em vista de divergências internas geradas pelas pressões dos Estados Unidos. Os ministros europeus de Relações Exteriores apenas decidiram enviar o coordenador da Política Externa e de Segurança Comum da UE, Javier Solana, a mais uma viagem pelo Oriente Médio, para manter conversações com as partes envolvidas no conflito.

Independência para os palestinos

Numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo, publicada nesta quarta-feira (20), o ministro israelense das Relações Exteriores declarou que "o erro" do processo, nas negociações de Oslo entre Israel e os palestinos, foi não ter "dado imediatamente" a independência aos palestinos. "Devíamos ter começado por dar imediatamente a independência aos palestinos, sem fronteiras definidas. Cometemos um erro", admitiu o ministro.

Em Madri, o chefe da diplomacia israelense procurará obter o apoio da UE para um projeto de paz que elaborou em conjunto com Abu Ala, presidente do Conselho Legislativo palestino.

Confrontação total

Ao contrário da posição de Peres, Zalman Shoval, conselheiro diplomático do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon e ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos, pregou "uma confrontação total" com os palestinos. "Estamos num confronto total, uma vez que a autoridade palestina pretende suplantar o Estado judeu e o seu chefe, Yassir Arafat, busca a escalada, mesmo sabendo que não pode nos vencer", declarou Shoval a uma emissora de rádio israelense, nesta quarta-feira (20).

Frisando que Sharon não está submetido a pressões norte- americanas, Shoval conclamou o chefe do executivo israelense a rever a sua cooperação com o partido trabalhista no chamado "gabinete de união nacional", que o limitaria "nas suas respostas ao terrorismo palestino".