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Alemanha

Shevardnadze seria bem-vindo à Alemanha

Alemanha oferece asilo a Eduard Shevardnadze, que renunciou à Presidência da Geórgia ante a pressão popular e da oposição. O ex-ministro soviético, que contribuiu para a unidade alemã, possui uma mansão em Baden-Baden.

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Ex-presidente conta com a gratidão alemã

No momento em que o presidente da Géorgia cedia às pressões popular e da oposição, no domingo (23), após três semanas de protestos, e decidia ir para casa escrever suas memórias, o porta-voz do governo alemão Bela Anda anunciava em Berlim: se Eduard Shevardnadze decidir vir para a Alemanha, ele será bem-vindo por causa de seus méritos na unidade alemã.

Demonstrationen in Georgien

Protesto em Tbilisi

Até a manhã desta segunda-feira (24) era desconhecido o paradeiro do ex-presidente acusado de corrupção e responsabilizado pela grave situação em que seu país se encontra. A oposição dizia que ele havia deixado o país, mas seu porta-voz em Tbilisi garantia que Shevardnadze, de 75 anos, permanecia na Geórgia, onde possui vários imóveis.

Gratidão alemã - Os alemães são gratos a Shevardnaze por causa do papel que desempenhou como importante negociador da União Soviética nas conversações que levaram ao acordo sobre o fim da República Democrática Alemã (RDA), comunista, e a consequente reunificação das duas Alemanhas. Ele foi ministro soviético das Relações Exteriores de 1985 a 1990, no tempo do presidente Mikhail Gorbatchov.

Eduard Schewardnadse Villa in Baden-Baden

Mansão de Shevardnadze em Baden-Baden

Shevardnadze foi o primeiro presidente da Geórgia, depois da independência do país em 1991. Ele assumiu o poder como uma grande esperança da população da ex-república soviética. Mas a decepção veio logo. Por último, na medida em que aumentavam os protestos na Geórgia por causa de várias irregularidades no seu governo, como corrupção e suspeita de fraude na eleição do novo parlamento em 2 de novembro, surgiram notícias de que Shevardnadze estaria preparando seu exílio na Alemanha. Para isso, ele teria comprado uma mansão em Baden-Baden por 11 milhões de euros.

Resistência & alarme - Shevardnadze ainda tentou resistir às pressões, decretando estado de emergência e despertando temores com declarações de que uma virada política na Geórgia poderia terminar em banho de sangue. Mas ele não resistiu às pressões depois que manifestantes invadiram a sede do parlamento, no domingo, enquanto fazia o seu primeiro discurso depois da eleição suspeita e a Guarda Nacional passava para o lado da oposição.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Igor Ivanov, foi bem sucedido na sua mediação entre as partes em conflito. Pressionado por todos os lados, Shevardnadze assinou sua renúncia. A líder oposicionista e presidente do parlamento, Ninó Burdzhanadze, assumiu a Presidência da Geórgia interinamente. Cerca de 50 mil pessoas festejaram o fim da era Shevardnadze a noite inteira.

Eleições antecipadas - A situação ainda amanheceu tensa nesta segunda-feira. Em seu primeiro pronunciamento à nação, transmitido pela tevê, a nova chefe de Estado, Ninó Burdzhanadze, de 39 anos, exortou o povo à ordem e à tranqüilidade. Confirmou, ao mesmo tempo, a convocação de eleições para a Presidência e o novo parlamento dentro de 45 dias, como prevê a Constituição.

Burdzhanadze esclareceu que quer tanto prosseguir com os esforços para o ingresso da Geórgia na União Européia e na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) quanto melhorar as relações do país com a Rússia. Durante a madrugada, ela havia convocado os altos funcionários da segurança nacional para que jurassem lealdade à sua administração interina.

Participou do encontro o presidente do Conselho de Segurança Nacional, Tedo Djaparadnadze, que havia sido demitido no domingo por Shevardnadze, porque admitira fraude na eleição de 2 de novembro.

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