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Economia

Shell acerta compra da BG Group por US$ 70 bilhões

Caso se confirme, negócio será a maior fusão do setor em mais de uma década. Segundo a Shell, operação criará "principal parceiro da Petrobras", com potencial para aumentar em mais de dez vezes produção no Brasil

A gigante do petróleo anglo-holandesa Shell fechou acordo para comprar a produtora de gás britânica BG Group por 47 bilhões de libras (cerca de 70 bilhões de dólares), anunciaram nesta quarta-feira (08/04) as duas empresas.

Caso se confirme, o negócio será a maior fusão do setor em mais de uma década. A BG Group tem posição forte no mercado de gás natural liquefeito (GNL).

"A BG e a Shell combinam muito bem", disse o presidente-executivo da Shell, Ben van Beurden, acrescentando que a fusão dá à companhia acesso a instalações de GNL do BG Group em Brasil, Austrália, África Oriental, Egito e às plataformas de águas profundas do grupo britânico.

Os conselhos de administração de ambas as companhias já aprovaram a aquisição, que terá que passar pelo crivo dos acionistas. A Shell pretende pagar em dinheiro e ações. Os acionistas da BG Group ficariam, assim, com controle de 19% da nova empresa.

Em comunicado, a Shell destacou que poderá produzir dez vezes mais combustível no Brasil e que o grupo se tornará o "principal parceiro" da Petrobras, caso a aquisição se confirme, trabalhando com a companhia brasileira para garantir que "as melhores práticas e aprendizados sejam aplicados para o desenvolvimento em águas profundas do grupo no Brasil nas próximas décadas".

A Shell estima que sua produção no Brasil tenha potencial para crescer de 52 mil para 550 mil barris de petróleo diários no final da década. A gigante anglo-holandesa ressalta, também, o potencial de crescimento da BG a curto prazo na Bacia de Santos e a produção da Shell a longo prazo no campo de Libra.

Se a aquisição se confirmar, o grupo valerá o dobro da rival BP e se posicionará à frente da concorrente americana Chevron. Só perderia para o gigante americano ExxonMobil.

De acordo com a Shell e a BG Group, ambas as empresas esperam uma economia de 2,5 bilhões de dólares por ano após a fusão. A presidente do conselho de administração da Shell, Jorma Ollila, afirmou que o resultado da aquisição será uma "empresa mais competitiva e mais sólida, em um ambiente atual de alta volatilidade do preço do petróleo".

MD/afp/rtr/dpa

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