1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Sexo em troca de comida

ONU reage ao escândalo da exploração sexual de crianças africanas por funcionários de ONGs.

A resposta das Nações Unidas ao escândalo do abuso sexual de crianças africanas por membros de ONGs chegou rápido. Um dia após a divulgação da notícia, a cúpula da entidade reuniu-se em Geneva para discutir a questão. Algumas medidas deverão ser implantadas para evitar que o sexo continue sendo barganhado por comida nos países mais carentes assistidos pelas organizações.

"Exatamente as pessoas que deveriam prestar ajuda, são aquelas que estão explorando as vítimas", critica Jane Gibril, diretora da organização britânica Save the Children. O problema, que na verdade "não ocorre só na África mas é especialmente crítico neste continente", já começa a ser combatido pelas ONGs.

A primeira medida será reforçar a segurança dos assistidos. Mais mulheres e estrangeiros irão fazer parte dos grupos de auxílio nos campos de refugiados. Pretende-se ainda assegurar que todos façam as suas reclamações, sem medo de represálias.

O porta-voz do Alto Comissariado de Refugiados da ONU, Dominic Bartsch, afirmou que já escalou o seu próprio grupo de pesquisadores para avaliar a situação no oeste da África. A organização britânica também começou a tomar providências, despedindo três funcionários.

Polêmica - Segundo uma pesquisa da ONU, muitas crianças estão sendo vítimas de abuso sexual nos campos de refugiados no oeste da África. Cerca de 70 colaboradores de mais de 40 organizações estão envolvidos em casos de abuso sexual de menores. Dentre eles, destacam-se os membros do Alto Comissariado de Refugiados da própria instituição e da organização Save the Children.

De acordo com os 1500 entrevistados, os ajudantes nativos são os principais acusados de molestar os menores, porém soldados da Missão de Paz da ONU também foram mencionados. O abuso sexual ocorre em troca de dinheiro ou alimento, sendo que as maiores vítimas são as crianças entre 13 e 18 anos da Libéria, Guinea e Serra Leone.