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Economia

Setor livreiro espera tempos melhores

Com sua oferta de 350 mil livros e outros produtos editoriais, a Feira Internacional do Livro de Frankfurt espera atrair 270 mil visitantes.

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Vendas de Natal são a grande esperança

Após dois anos em baixa, a Feira Internacional do Livro de Frankfurt, que tem este ano a Rússia como país-tema, realiza sua 55ª edição (de 8 a 13 de outubro) em clima de otimismo, reunindo 6400 expositores de 104 países. Volker Neumann, ex-executivo do conglomerado Bertelsmann, que dirige a feira desde o ano passado e introduziu algumas inovações, conta com "vendas excelentes de Natal", que vão permitir ao setor entrar no novo ano com "maior otimismo e empenhos reforçados".

No arrastão da crise

A fraqueza conjuntural generalizada não passou despercebida ao setor livreiro. Embora menos atingidas que o comércio varejista em geral, as 2000 editoras e 4500 livrarias da Alemanha registraram em 2002 uma perda de 2% no faturamento, que perfez 9,2 bilhões de euros.

As grandes cadeias de livrarias foram as únicas que conseguiram aumentar as vendas, mas ainda assim por meio da expansão da área de venda e da abertura de novas filiais. Só que em certos casos o tiro acabou saindo pela culatra: tendo de arcar com aluguéis altíssimos nos centros das cidades, onde costumam se instalar, algumas ficaram em dificuldades financeiras. Ainda em junho, o setor ficou chocado com o anúncio de insolvência de um tradicional grupo familiar, que mantém livrarias há 175 anos e está presente em seis cidades alemãs, entre as quais Colônia e Bonn.

Vem crescendo também, por sua vez, o volume movimentado pelas livrarias online, que venderam em 2002 50% a mais do que no ano anterior. Mas, com um faturamento total de 440 milhões de euros, sua participação nos negócios dos livros ainda é modesta: apenas 4,5%.

Originais e traduções

As editoras alemãs lançaram no mercado, no ano passado, 60 mil novos títulos de livros, 7,3% a menos do que no ano anterior. Um décimo dos lançamentos referia-se a livros traduzidos de outros idiomas, sendo que a maior fatia — 70% — coube ao inglês. Seguem-se como línguas de proveniência o francês, o italiano ou o espanhol.

Já os maiores compradores de licenças de livros alemães para serem traduzidos são os coreanos e os chineses, responsáveis respectivamente por 10% dos negócios no setor. Seguem os espanhóis, tchecos, italianos, poloneses e franceses. Os mais cobiçados são os livros infanto-juvenis alemães, com uma parcela de 21,6% na venda de licenças.

Renascença da literatura russa

A Rússia já devia ter sido país-tema em Frankfurt em 1992, o que foi impedido pela derrocada do império soviético. Numa fase altamente produtiva e diversificada no setor literário, o país comparece este ano com 150 autores, que vão se apresentar ao público em inúmeras sessões de leitura e debates. As editoras prepararam-se bem para a demanda que pode se seguir, lançando 60 novos títulos e reeditando clássicos russos.

Paulo Coelho

Paulo Coelho vai autografar traduções de 'O Alquimista'

Quem tiver sua curiosidade despertada durante a visita à feira, não vai mais precisar sair de mãos abanando. Uma das novidades introduzidas pelo diretor Volker Neumann é a possibilidade, até agora inexistente, de comprar livros diretamente nos estandes. E, para ter certeza de atrair um público numeroso, ele convidou, por exemplo, Paulo Coelho para uma sessão digna do Livro Guinness de Recordes. Na sexta-feira (10/10) à noite, o autor brasileiro de best-sellers vai autografar exemplares das traduções existentes em 56 idiomas de seu maior sucesso, O Alquimista.

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