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Economia

Setor high-tech confiante

As empresas de telecomunicações estão otimistas quanto às perspectivas para 2003, revela a federação BITKOM, com base em uma pesquisa entre firmas do ramo.

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Foto da Feira de Tecnologia Systems 2002, em Munique

Afetado pelo desaquecimento da conjuntura, o setor de telecomunicações, computadores, nova mídia e tecnologia da informação parece haver superado a crise, pelo menos é o que indicam as expectativas. "Reina um otimismo moderado frente a 2003. O setor não perdeu a coragem", segundo Willi Berchtold, vice-presidente da federação do ramo, a BITKOM.

Uma pesquisa por ela realizada revelou que 54% das empresas esperam aumentar seu faturamento no próximo ano e 28% contam com lucros estáveis. Uma verdadeira recuperação, contudo, só deverá acontecer em 2004. "Estamos ainda muito longe de voltar à euforia de antes", completou Berchtold, ao apresentar as perspectivas, esta semana, em Munique.

O ano mais difícil da história - Após anos de grande crescimento, pela primeira vez as firmas de telecomunicações encerraram o ano fiscal com queda de faturamento. "Com 2002, deixamos para trás o ano mais difícil na história do nosso setor", avaliou o representante da BITKOM. O mercado alemão teve uma retração de 1,3% em 2002, totalizando 136 bilhões de euros.

Em 2003, a federação deverá contar com um leve aumento dos negócios, da ordem de 0,4%, desde que as empresas não sejam sobrecarregadas com novos impostos e taxas - um recado às autoridades em Berlim, ultimamente à procura de soluções para encher os cofres do Estado.

Os segmentos mais dinâmicos - Os serviços de internet e para celulares são os segmentos mais dinâmicos atualmente e, segundo Willi Berchtold, "o entusiasmo pela rede não tem fim". A indústria de software também conta com dias melhores em 2003, após a diminuição do faturamento este ano. Até mesmo os fabricantes de computadores e celulares - os mais afetados no ramo da alta tecnologia - estão igualmente com um otimismo moderado.

Siemens saiu-se bem - A Siemens, um dos maiores grupos de tecnologia de ponta da Alemanha, fechou o ano com um lucro de 2,597 bilhões de euros, mas isso devido, principalmente, à venda das ações no fabricante de chips Infineon. O faturamento diminuiu 3% no ano fiscal encerrado em setembro. Para Heinrich von Pierer, seu presidente, o clima de negócios "continuará difícil", pois "2003 será um ano de desafios". Não obstante, ele vê a Siemens "no bom caminho" e conta com uma melhora no segmento de celulares. A previsão é aumentar a parcela da marca alemã no mercado mundial de 7,8% para 9%.

Poucos estudantes - Uma das preocupações da BITCOM é quanto à diminuição do número de matrículas nas faculdades de informática. Este ano, iniciaram o curso 30 mil estudantes, 6.400 a menos do que em 2001. Apesar da crise momentânea, o futuro pertence às tecnologias de informação. "Quem começar hoje a estudar informática, terminará o curso no momento certo no mercado de trabalho", avalia o vice-presidente da BITCOM. Até mesmo em tempos difíceis como atualmente, uma em cada sete empresas não encontra os especialistas de que precisa.

A BITKOM representa 1.300 empresas na Alemanha, com mais de 700 mil funcionários e um volume de 120 bilhões de euros de faturamento.