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Economia

Setor de informática volta a crescer

Acabou-se o tempo de vacas magras no segmento de computação. Empresas de celulares, softwares e TI anunciam grande vendagem dos produtos e serviços. A conseqüência são os novos empregos que devem surgir neste ano.

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A demanda por produtos eletrônicos voltou a crescer


Após um crescimento de 2,5% em 2004, a Associação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novas Mídias (Bitkom) anunciou esperar um faturamento de 136 bilhões de euros para este ano, o que representa um aumento de 3,4% com relação ao ano anterior. Um fato positivo, ainda que esteja longe a retomada de um crecimento de dois dígitos, como ocorreu no final da década de 90.

A primeira grave crise do setor da telecomunicação e tecnologia da informação – considerando sua pouca idade – começou no início de 2000, provocada pelo fracasso do então novo mercado, que enfrentava dificuldades pela pequena demanda de seus produtos. Algumas empresas simplesmente desapareceram e as que sobreviveram tiveram de se reestruturar quase por completo.

Segundo o presidente da Bitkom, Willi Berchtold, o setor fez sua lição de casa muito bem feita: reduziu os custos, enxugou suas estruturas e reagiu contra as mais duras concorrências. Nesse processo, muitos empregos foram cortados. Em 2000, o número total de empregados alcançava os 802 mil, caindo continuamente até chegar aos 746 mil atuais.

Siemens-Handy SL55 - CeBIT 2003

Segmento de celulares da Siemens é deficitário

O boom atual não pressupõe, entretanto, a consolidação dos produtos no mercado. Um bom exemplo disso é a empresa alemã Siemens e seu segmento de celulares. Apesar de a demanda por aparelhos ser muito grande no mundo todo, a Siemens vende menos aparelhos do que o necessário, por isso são negativos seus resltados com a produção de celulares.

A empresa bávara perdeu participação no mercado devido a novas tendências, como aparelhos celulares com câmeras embutidas, que não foram reconhecidas a tempo. Os planos futuros do presidente da empresa para o segmento ainda estão incertos: reestruturação, procura de parceiros ou venda.

CeBIT e as novas tecnologias

Os aparelhos móveis com certeza ocuparão um grande espaço na maior feira do setor do mundo, a CeBIT 2005 (10 a 16/03), em Hanôver. Durante este ano, o número de usuários de celulares deverá crescer, assim a Bitkom, reforçado por um impulso adicional: a implementação da nova tecnologia UMTS, que possibilitará aos usuários uma gama ainda maior de funções e aplicativos para trabalhar com serviços de dados nos aparelhos.

Temas como banda larga, terceirização da tecnologia da informação e a vida digital nas residências, assim como a incrementação de tecnologias da informação e comunicação nas empresas médias, além, é claro, dos sistemas de segurança eletrônica, também ocuparão um bom espaço na CeBIT. Com o freqüente surgimento de vírus e spams – mala direta por e-mail – o tema da segurança interessa principalmente às empresas médias, segundo Ernst Raue, membro da diretoria da Feira.

Entretenimento eletrônico ganhou espaço

CeBit

Jogos eletrônicos têm espaço fixo na CeBIT

Fabricantes de produtos de entretenimento apresentarão suas inovações, sejam elas novos aparelhos ou monitores de tela plana. O segmento do entretenimento eletrônico já pertence há algum tempo à CeBIT – assunto que gerou polêmica durante um bom tempo.

Atualmente, entretanto, esse abismo separando o entretenimento da indústria da computação já foi superado, afirmou Craig Barrett, presidente da Intel, maior produtora de chips do mundo, durante a Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

"Quando essas tecnologias crescem juntas é preciso haver uma feira universal – como a CeBIT – que apresente isto ao mundo", afirma Bernhard Rohleder, diretor da Bitkom. O que não pode acontecer é passar a imagem de que a Cebit seja uma feira de celulares e entretenimento. Muito pelo contrário, pois se trata de uma feira de negócios.

Crescimento

A CeBIT deste ano voltou a lucrar com os bons resultados do setor em 2004, acabando com o problema de queda de expositores dos últimos anos. Em 2005 serão 6115 expositores, um pouco mais do que no ano anterior, mas ainda longe do recorde de 2001, quando 8500 empresas apresentaram seus produtos na feira internacional.

A área de exposição, todavia, sofreu uma queda com relação ao ano passado: 306 mil m² estão reservados para as firmas, sendo que, em 2004, foram ocupados 312 mil m². Muitas empresas ainda precisam poupar, assim a Deutsche Messe AG, organizadora da feira. Mas mesmo assim elas voltam a apresentar-se na CeBIT, alugando desta vez um espaço menor.

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