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Mundo

Sete novos países, mas Iraque é tema dominante

A OTAN decidiu em Praga admitir mais sete países em 2004. Chanceler federal Gerhard Schröder confirmou o "não" da Alemanha a um ataque militar contra o Iraque, mas sinalizou cooperação.

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Foto oficial dos participantes da conferência em Praga

Encerrou-se em Praga, nesta sexta-feira (22), a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que já está sendo considerada histórica. Na mesma cidade em que o antigo inimigo, o Pacto de Varsóvia, se autodissolveu, 11 anos atrás, a OTAN selou a decisão de admitir sete novos países: Bulgária, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia e Romênia. A aliança transatlântica já tinha dado seus primeiros passos em direção ao Leste Europeu em 1999, ao admitir a Polônia, Hungria e República Tcheca.

Com a admissão dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), a aliança militar abrange pela primeira vez territórios da antiga União Soviética. A Rússia, que foi incluída nas consultas prévias, abandonou a resistência mantida durante muito tempo e anunciou que aceita a expansão. Até meados de 2004, a OTAN deverá congregar 26 países. As portas da aliança continuam abertas para outros países do leste, como a Macedônia e a Albânia, acentuou o secretário-geral George Robertson.

Iraque onipresente

Por insistência dos EUA, os chefes de Estado e de governo aprovaram uma resolução clara sobre o Iraque. Nela, a OTAN se compromete incondicionalmente a tomar todas as medidas necessárias de apoio à ONU no desarmamento do Iraque.

Com relação a uma carta em que Washington solicita a 50 aliados em potencial apoio militar para uma ação contra o Iraque, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, voltou a confirmar que o seu país não participará com soldados. Mas deixou claro também que não tem intenção "de restringir as possibilidades de movimento de nossos amigos". Ou seja, o espaço aéreo da Alemanha permanecerá aberto aos aviões americanos, e as bases militares situadas em território alemão, acessíveis como ponto de apoio para as Forças Armadas dos EUA.

Modernização das tropas

O combate ao terrorismo internacional e à ameaça representada pelas armas de destruição em massa foi declarado em Praga tarefa central da OTAN. Para tanto, a aliança não se restringirá mais à atuação dentro do seu próprio território. E, o que é mais importante, os parceiros europeus comprometeram-se a modernizar seus equipamentos. Há anos eles vêm fazendo essa promessa, agora chegou a hora de cumpri-las, advertiu Robertson.

O tempo urge, pois já em 2004 deverá estar à disposição uma tropa conjunta de reação rápida — composta de 20 mil soldados — apta a se mover e entrar em ação em curto espaço de tempo. A Alemanha vai participar, mas, como acentuou o seu ministro da Defesa, Peter Struck, continua valendo o princípio constitucional que exige a aprovação do Parlamento para toda atuação de soldados alemães em tropas internacionais.

Significado mais político do que militar

A ampliação da aliança transatlântica decidida em Praga não traz um ganho militar. Os países agora admitidos são pequenos, suas economias, modestas e o poderio militar, menor ainda do que o dos três países que se associaram três anos atrás. Não se pode esperar deles nenhuma contribuição no sentido de tornar os europeus aptos a se colocarem à altura do parceiro hegemônico, os EUA.

O que vale de fato é a confirmação, para os sete Estados, de que eles serão inseridos no bloco ocidental. O orgulho disso resultante pode ser constatado na atuação dos poloneses, tchecos e húngaros na aliança militar, da qual eles participam com grande entusiasmo e muita autoconfiança. Para os países do antigo bloco comunista, essa sensação é um enorme ganho e, no fundo, a melhor garantia para a paz em quase toda a Europa.

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