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Mundo

Serviço secreto alemão ouviu telefonemas de Hillary Clinton e John Kerry

Funcionários do governo alemão afirmam que audições aconteceram por acidente e que EUA não são alvo da espionagem alemã. Revista afirma que Turquia é espionada.

O serviço secreto alemão BND (Departamento Federal de Informações) escutou pelo menos uma conversa telefônica da ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e ao menos um telefonema do atual secretário, John Kerry, noticiou neste sábado (16/08) a imprensa alemã.

O diário Süddeutsche Zeitung (SZ) e as estações públicas regionais de rádio e televisão NDR e WDR basearam-se em documentos fornecidos à CIA por um espião do BND. Trata-se do agente duplo detido pelo alemães em julho.

Clinton estaria sobrevoando uma região de crise numa aeronave do governo americano. O BND estaria monitorando as comunicações na região e, assim, o telefonema de Clinton caiu na rede da espionagem alemã. Segundo a revista semanal Der Spiegel, ela teria conversado com o ex-secretário geral da ONU Kofin Annan no ano de 2012.

Funcionários do governo alemão negaram que o BND espione de forma sistemática o governo dos EUA. Segundo eles, a escuta da conversa aconteceu por acaso, já que a aeronave estava passando pela região monitorada. A transcrição da conversa não foi, porém, logo destruída, como ordenada pelos chefes do BND, mas até mesmo lida por várias pessoas.

John Kerry spricht am Telefon

Kerry também teve conversa monitorada

O encarregado de destruir o papel era justamente o agente duplo do BND, que fez uma cópia do documento e a repassou aos EUA.

No caso de Kerry, foi ouvida uma conversa telefônica do ano de 2013, feita por satélite. Também neste caso a audição teria acontecido por acaso, já que o telefonema caiu na rede de escuta dos alemães. A região monitorada fica no Oriente Médio, afirma a Spiegel.

Ainda de acordo com a revista, o BND espiona há anos a Turquia, parceiro da Alemanha na Otan. Em um documento datado de 2009 e ainda válido, o governo federal teria feito um requerimento ao BND para que mantivesse a Turquia entre seus alvos de espionagem. Os EUA não constam da lista.

Tensões diplomáticas

As relações entre Berlim e Washington estão estremecidas depois das denúncias de

espionagem

por parte da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) a cidadãos e membros do governo alemão, incluindo também o monitoramento de conversas telefônicas da chanceler federal Angela Merkel.

Em julho, a Alemanha havia detido um funcionário do BND que, segundo afirma a agência, teria confessado a venda de 218 documentos para os americanos. Em represália, o governo alemão ordenou que o chefe dos serviços de inteligência americano na Alemanha deixasse o país.

RC/lusa/dpa/afp

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