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Mundo

Serviço secreto adverte: Al Qaeda se renova

Antes dos novos atentados em Istambul, com pelo menos 27 mortos e mais de 400 feridos, o serviço secreto alemão BND havia advertido para um fortalecimento dos grupos terroristas na Europa e uma regeneração da Al Qaeda.

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Banco HSBC após a detonação

A segurança da embaixada e de instituições britânicas em Berlim foi reforçada imediatamente após a explosão dos carros-bomba contra o consulado-geral da Grã-Bretanha e um banco britânico em Istambul. Pesquisadores de terrorismo avaliaram como necessária a reação rápida na Alemanha, "pois os atentados estão se aproximando", como advertiu Rolf Tophoven. O seu colega de pesquisa Bernd Georg Thamm complementou que a "Alemanha tornou-se há muito tempo um alvo dos extremistas".

O pesquisador Tophoven disse que não se surpreendeu com o fato de Istambul ter sido abalada duas vezes em poucos dias por grandes atentados. Para ele, a paz na Turquia após o aniquilamento do Partido dos Trabalhadores do Curdistão foi apenas "uma paz presumível" e serviu para a formação secreta de grupos islâmicos militantes. E a Al Qaeda estaria aproveitando agora essa infra-estrutura para atingir seus dois inimigos declarados, os EUA e a Grã-Bretanha.

No sábado passado, 25 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas em atentados com bombas contra duas sinagogas em Istambul. Entre os mortos da nova série de terror desta quinta-feira está o cônsul-geral britânico, Roger Short, segundo informou o embaixador americano na Turquia, Eric Edelman.

Por causa da rejeição categórica do governo alemão à guerra dos EUA e da Grã-Bretanha contra o Iraque, o perito Tophoven acha que o terrorismo não representa uma ameaça grave para a Alemanha. O seu colega Thamm, ao contrário, advertiu para um aumento da ameaça terrorista no país. Como prova, ele apontou o processo contra membros do grupo radical islâmico El-Tawhid em Düsseldorf. O grupo teria planejado atentados nessa cidade e em Berlim.

August Hanning BNS Symposium Nahost

Chefe do serviço secreto alemão Bundesnachrichtendienst (BND), August Hanning

Regeneração da Al Qaeda - O serviço secreto Bundesnachrichten Dienst (BND) e o governo alemão compartilham a avaliação de que os grupos terroristas se fortaleceram. Na véspera dos novos atentados na metrópole turca, o presidente do BND, August Hanning, havia dito em entrevista a uma emissora de TV: "Temos que partir do pressuposto de que a Al Qaeda se regenera e está em condição de perpetrar grandes atentados". Mas, por causa das grandes investigações nos países ocidentais, os terroristas teriam fugido para países islâmicos, como a Turquia.

Hanning disse ter conhecimento da saída de terroristas da Europa para o Iraque, a fim de participar de atentados contra as tropas de ocupação americanas. Além da Alemanha, os pontos de partida desses extremistas de alto profissionalismo em atentados seriam a Grã-Bretanha e a Bósnia-Herzegovina. Hanning havia suposto que os próximos atentados fossem na Arábia Saudita, para desestabilizar o reino saudita.

Ato de brutalidade desumana - Antes de voar para os EUA, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, condenou os atentados em Istambul como um ataque aos valores fundamentais, como a democracia, a liberdade e os direitos humanos. O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, em visita aos Estados Unidos no momento, disse que foi "um ato de brutalidade desumana". Antes de conversar com o secretário-geral da ONU em Nova York, Kofi Annan, Fischer apresentou condolência, por escrito, ao seu colega britânico, Jack Straw. Em telefonema ao chefe da diplomacia turca, Abdullah Gül, Fischer qualificou os atentados em Istambul como "ataques de terror de assassinos".

Em Berlim, o Ministério das Relações Exteriores atualizava suas advertências sobre viagens à Turquia, aconselhando cautela aos alemães. A polícia turca aconselha o máximo de cuidado e adverte para que os turistas evitem aglomerações, avisa o ministério alemão na Internet.

A União Européia e a Otan condenaram com veemência a série de atentados em Istambul. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, o britânico George Robertson, destacou que, independentemente de religião, cultura ou nacionalidade, os membros da aliança militar vão cooperar mais estreitamente, "a fim de acabar com o flagelo do terrorismo que nos ameaça". O chefe de diplomacia da União Européia, Javier Solana, por sua vez, qualificou os ataques de abomináveis, visando propagar o terror. Ele manifestou, ao mesmo tempo, compaixão aos governos britânico e turco.

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