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Mundo

Serra Leoa decreta estado de emergência e quarentenas por causa do ebola

Presidente chama combate ao vírus, que já matou mais de 220 pessoas no país, de luta nacional. Com ajuda do Exército, epicentros da doença serão colocados em quarentena.

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Médicos tentam impedir a disseminação do vírus no país africano

O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, declarou estado de emergência pública nesta quinta-feira (31/07) para conter o surto de ebola, que já causou mais de 220 mortes no país. Ele também mobilizou tropas para assegurar o cumprimento de quarentena em regiões afetadas.

"Desafios extraordinários requerem medidas extraordinárias", afirmou Bai Koroma, numa mensagem dirigida à nação, ao justificar suas decisões. Pelo plano apresentado, todos os epicentros da doença serão colocados em quarentena.

Polícia e Exército darão apoio aos médicos e organizações não governamentais para que possam realizar o seu trabalho e restringir os movimentos nas zonas afetadas pelo vírus. As reuniões em lugares públicos também foram limitadas, à exceção daquelas destinadas a informar os cidadãos sobre a doença.

O presidente anunciou ainda que cancelou a sua participação na reunião que os Estados Unidos e países africanos farão na próxima semana, em Washington, para poder ocupar-se da crise provocada pela doença.

As autoridades ativaram novos protocolos de atuação na chegada e partida de passageiros no aeroporto internacional Lungi, próximo de Freetown, o mais importante do país. Serão canceladas todas as viagens de ministros e funcionários do governo ao exterior que não sejam absolutamente necessárias.

"Essas medidas serão aplicadas por um período inicial entre 60 e 90 dias e, se necessário, outras medidas serão anunciadas", acrescentou o presidente, que qualificou de "luta nacional" a necessidade de combater o ebola.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 27 de julho, em Serra Leoa foram registrados 525 casos da doença e 224 mortes.

Libéria fecha escolas

Na Libéria, o governo

ordenou o fechamento de todas as escolas

do país. A medida permanecerá em vigor até que o Ministério da Educação dê novas instruções, disse a presidente Ellen Johnson Sirleaf nesta quarta-feira (30/07).

Todos os mercados nas regiões de fronteira também foram fechados. Nesta sexta-feira foi decretado feriado para que todos os prédios públicos possam ser desinfetados. As forças de segurança do país foram encarregadas de colocar as medidas em prática.

Tratam-se das medidas mais severas tomadas contra o surto de ebola no oeste da África até o momento. Mais de um quinto das mais de 670 mortes causadas por ebola na África foram contabilizadas na Libéria. Na segunda-feira, o país já havia fechado suas fronteiras terrestres na tentativa de conter o avanço da doença. Esta é a primeira epidemia do ebola na África Ocidental e a mais grave já registrada no mundo.

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