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Cultura

SeráQuê? leva as ruas ao palco

O último espetáculo do festival Move Berlim ficou por conta do grupo mineiro SeráQuê?, que misturou elementos de rua, como street dance e hip-hop, com dança clássica e cantigas populares brasileiras.

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Cena da coreografia apresentada na capital alemã

O espetáculo Quilombos Urbanos, que estreou no Brasil em 1999 e foi apresentado pela primeira vez na Europa, causou furor entre o público, que superlotou o Theater am Halleschen Ufer, na capital alemã, com capacidade para 220 pessoas. Misturando hip-hop, break, street dance, capoeira e dança clássica, o grupo buscou inspiração nas tradições populares brasileiras e nas dificuldades da vida nas grandes cidades.

O nome "quilombos urbanos" — explica o programa — é uma tentativa de representar os grandes centros urbanos como "espaço de trocas" e de "convívio entre as gentes". O espetáculo, um brilhante retrato da linguagem corporal e musical de guetos metropolitanos, é resultado de pesquisas e workshops realizados na periferia de Belo Horizonte.

Além dos fundadores do grupo — o músico Gil Amâncio, o bailarino Rui Moreira e o percussionista Guda —, fazem parte da produção a bailarina Bete Arenque, única mulher da equipe, o poeta Ricardo Aleixo e o grupo mineiro de hip-hop Up Dance, este último responsável pelas melhores e mais aplaudidas coreografias.

"Senhoras e senhores, pulem sobre um pé só!" — A trilha sonora é composta em parte por canções próprias, em parte por adaptações de cantigas populares brasileiras. Como cenário, um muro grafitado e andaimes de uma construção. O contraste entre o trabalho clássico de Rui Moreira, por mais de 13 anos bailarino do renomado Grupo Corpo, e as modernas coreografias do Up Dance permitiu ao grupo empreender um eficiente diálogo entre as várias expressões da cultura brasileira, como na cena em que capoeira e break se misturam num encaixe perfeito de movimentos.

O clímax da noite foi a cena da corda, na qual os meninos do Up Dance deram um show de agilidade e expressividade ao dançar break ao mesmo tempo em que pulavam corda. O público aplaudiu entusiasmado. Ao final, os dançarinos buscaram mulheres da platéia e a festa estava armada no palco, com brasileiros e alemãs dançando juntos.

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