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Alemanha

Seqüestro na Alemanha termina na Ucrânia

Após assalto na Baixa Saxônia, três homens provenientes da ex-União Soviética atravessaram o Leste Europeu em 24 horas, com duas reféns e 200 mil euros. Eles percorreram 1.600 km antes de se entregar.

O drama de duas reféns alemãs terminou na tarde desta quarta-feira (03) na Ucrânia, com a prisão de seus seqüestradores. Ao que tudo indica, os três assaltantes de banco desistiram da louca corrida pelo Leste Europeu, preferindo entregar-se à polícia local. Segundo as primeiras notícias, eles são emigrantes do Cazaquistão.

A odisséia, que começara na cidade de Wrestedt, próxima a Uelzen, na Baixa Saxônia, durou quase 24 horas. Três homens mascarados foram observados ao tentar roubar uma caixa econômica. A testemunha alertou a polícia, porém, sob a ameaça de executar uma refém, os criminosos obrigaram não só os agentes a entregarem as armas, como o gerente a vir de casa e abrir o caixa-forte.

Em seguida eles fugiram num Seat prateado, levando consigo duas mulheres, de 25 e 39 anos de idade, além de cerca de 200 mil euros e das armas dos policiais. Em seguida, viajaram em ziguezague: primeiro para o norte, em direção de Bremen, depois para a região de Berlim, seguindo então para a Polônia. Aqui, durante uma parada, a refém de 39 anos conseguiu escapar.

Corrida maluca – Na madrugada, o grupo em fuga estava quase na fronteira da República Tcheca, porém mudou novamente de direção, entrando na Ucrânia. Este alucinado trajeto foi acompanhado de perto pelas polícias locais, tanto por terra como pelo ar. Unidades antiterror ajudaram a interceptar o veículo dos assaltantes, e num posto de gasolina as forças de segurança puderam negociar com eles em russo.

Por volta de 15h20, liberaram a segunda refém, na localidade de Rovno, e meia hora mais tarde a perseguição estava encerrada, com a devolução das armas e do produto do roubo.

Segundo a polícia, os seqüestradores percorreram ao todo 1.600 quilômetros. Agora estão sujeitos a penas de mais de 10 anos de prisão, por seqüestro e assalto a mão armada. As autoridades alemãs ainda estão conferindo se existe um acordo de deportação com o Cazaquistão.