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Mundo

Separatistas rejeitam apelo de Moscou por adiamento de referendo

Apesar do pedido de Vladimir Putin, milicianos pró-russos atuantes no leste da Ucrânia decidiram não adiar votações sobre separação de regiões do resto do país. UE condena decisão como fator de agravamento da crise.

Apesar do apelo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, os separatistas pró-russos atuantes nas cidades de Donetsk e Slaviansk informaram nesta quinta-feira (08/05) que decidiram não adiar os referendos sobre a independência de regiões no leste da Ucrânia, agendados para o próximo domingo. A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, criticou as votações "locais não autorizadas". Kiev anunciou que continuará com a operação militar contra as milícias separatistas.

"O referendo será realizado em 11 de maio", afirmou o líder dos rebeldes pró-Rússia em Donetsk, Denis Pushilin, diante de jornalistas. Uma porta-voz das milícias em Slaviansk também confirmou que manterá a data da votação na cidade.

"Estamos prontos para o referendo. Até agora ninguém me ligou para dizer que ele não deve acontecer", disse o autodenominado prefeito de Slaviansk, Vyacheslav Ponomaryov, em entrevista ao tabloide alemão Bild.

As milícias pró-russas na cidade de Lugansk decidiram por unanimidade realizar uma consulta popular em 11 de maio, de acordo com a agência de notícias russa Interfax.

UE lamenta decisão

"Tais referendos locais não autorizados não têm legitimidade democrática e só podem levar a uma piora da situação", afirmou uma porta-voz da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton.

"Acreditamos que esses referendos não devem ser realizados nem em 11 de maio nem numa data posterior", declarou, acrescentando que a UE apoia plenamente a integridade territorial, a independência e a soberania da Ucrânia.

A porta-voz de Ashton voltou a pedir ao governo em Moscou que exerça influência moderadora sobre os separatistas na Ucrânia.

O subsecretário de Estado dos EUA, William Burns, alertou que a Rússia se encontra num "caminho perigoso e irresponsável" e que a situação na Ucrânia é "extremadamente inflamável".

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Putin havia apelado na quarta-feira para os separatistas adiarem os referendos sobre independência da Ucrânia, para permitir um diálogo nacional, pedindo que, em contrapartida, Kiev suspenda sua campanha militar contra as milícias pró-russas.

Analistas políticos acreditam que Putin pode esperar agora que os rebeldes levem adiante o plano de realizar os referendos como uma demonstração de que os insurgentes não estão sob sua influência. Ao distanciar-se do processo, que não será reconhecido pelo Ocidente, o chefe de governo russo também buscaria evitar mais sanções contra Moscou.

Os rebeldes armados no leste da Ucrânia controlam mais de uma dúzia de cidades. Mais de 90 pessoas foram mortas nos últimos dias em combates entre as forças de segurança e milícias pró-Rússia.

MD/afp/rtr

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