Semana Verde em Berlim espera receber 400 mil visitantes | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 20.01.2012
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Semana Verde em Berlim espera receber 400 mil visitantes

Um dos principais temas do encontro – que reúne autoridades, ativistas e especialistas de todo o mundo – é o debate sobre preços dos alimentos e preservação do meio ambiente.

Gläser mit eingelegten Tomaten stehen am Freitag (20.01.2012) auf der Grünen Woche in Berlin. Die 76. Internationale Grüne Woche hat vom 20. - 29.01.2012 für das Publikum geöffnet. Foto: Caroline Seidel dpa/lbn +++(c) dpa - Bildfunk+++

Expositores mostram suas produções sustentáveis

Bolo de curry da Tailândia, carne de urso com cogumelos dos Cárpatos, aguardente "Elkschnaps" da Suécia e hambúrguer de crocodilo da Austrália – estas são apenas algumas das mais de 100 mil iguarias que podem ser encontrados nas 26 salas de exposição da Semana Verde Internacional, que começa nesta sexta-feira (20/01), em Berlim. Mais uma vez este ano a feira coleciona superlativos: 1.600 expositores de 59 países devem atrair para a feira mais de 400 mil visitantes até o dia 29 de janeiro.

Mas a Semana Verde não é apenas uma grande vitrine da indústria alimentícia. Nos salões acontecem conferências e seminários, nos quais são discutidas políticas agrárias globais e medidas de proteção ao consumidor. Neste sábado, ministros da Agricultura de 70 países reúnem-se para discutir questões como segurança alimentar e produção sustentável.

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que até 2050 a produção mundial de alimentos terá que crescer 70% em comparação a 2009. No encontro em Berlim os ministros planejam discutir a produção suficiente de alimentos para todos.

Alimentos baratos x bem estar dos animais

Recentes debates sobre o uso de antibióticos em granjas industriais acabaram colocando o evento em Berlim no centro da atenções. Para a ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, agricultura e indústria de alimentos só podem caminhar juntas se o princípio da sustentabilidade estiver amarrado em vários aspectos.

Aigner defende novas formas de pensar a agropecuária

Aigner defende novas formas de pensar a agropecuária

"Precisamos de uma linha econômica que seja ecologicamente sustentável, viável financeiramente, com responsabilidade social e que resguarde os recursos naturais, como base para as futuras gerações", defende a ministra.

Durante a abertura da Semana Verde, nesta sexta-feira, os estados alemães da Renânia do Norte-Vestfália e da Renânia-Palatinado anunciaram a adoção de medidas mais duras com criadouros de animais.

"As grandes fazendas de engorda são ruins para o meio ambiente. Nestes gigantescos locais, a carne a preço reduzido é produzida às custas do bem estar dos animais e da proteção do meio ambiente", disse a secretária de Meio Ambiente da Renânia-Palatinado, Ulrike Höfken, ressaltando que muitas vezes não é oferecido espaço suficiente para os animais, que vivem confinados.

Um levantamento mostrou que na Renânia do Norte-Vestfália mais de 96% dos frangos criados em granjas industriais já haviam recebido algum tipo de antibiótico. A Aliança para Meio Ambiente e Proteção à Natureza da Alemanha (Bund) organiza para este sábado, em Berlim, uma grande manifestação contra a criação industrial de animais.

Quem vai pagar a conta?

Críticas a animais confinados e a excesso de antibióticos

Críticas a animais confinados e a excesso de antibióticos

Cada vez mais galinhas e perus são amontoados às centenas, de maneira que a transmissão de doenças entre eles é praticamente inevitável. Com isso, se um adoece, por regra todos os outros acabam recebendo antibióticos – e não apenas o animal doente.

Especialistas ressaltam que não se chega à agricultura sustentável a custo zero. A maioria dos consumidores alemães é extremamente exigente com relação a preços e têm optado cada vez mais por levar para casa produtos baratos. Para Gert Sonnleitner, presidente da Associação de Agricultores Alemães, enquanto isso não mudar, será difícil para o agricultor produzir de forma sustentável.

Os produtores poderiam seguir as bases da chamada Carta para Agricultura e Consumo, segundo Sonnleitner, mas para os criadores de animais ela traria um custo pesado. É preciso encontrar maneiras de contornar as dificuldades. "Nós também queremos continuar avançando no que diz respeito à proteção dos animais", ressalta o agricultor.

MSB/dw/dpa/rtr
Revisão: Francis França

Leia mais