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Economia

Semana decisiva para o futuro da Grécia

Ministros das Finanças da zona do euro recebem proposta de Atenas de forma positiva, mas tratam como improvável acordo antes do fim desta semana. Reunião de chefes de Estado e governo pode fazer processo avançar.

A semana decisiva para o futuro da Grécia começou sem perspectivas de um acordo imediato. Reunidos de forma emergencial em Bruxelas nesta segunda-feira (22/06), os ministros das Finanças da zona de moeda única não chegaram a um consenso sobre a situação de Atenas – o que rebaixou as expectativas para o encontro de mais tarde, entre chefes de Estado e de governo, também na cidade belga.

"Não houve acordo. Decidimos continuar com as negociações, em busca de um acordo até o fim da semana", afirmou o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, repetindo o discurso de cautela já adotado pela maioria dos líderes europeus, como a chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Segundo o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, os ministros das Finanças voltarão a reunir-se novamente nesta semana para tratar da crise da dívida da Grécia.

"As propostas da Grécia são um passo bem-vindo, mas é necessário mais trabalho em conjunto com as instituições", disse ele no Twitter. "O Eurogrupo voltará a se reunir nesta semana. Precisamos de um acordo nos próximos dias."

Inicialmente, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, reuniu-se brevemente com os representantes das instituições e os credores – com os quais já vem negociando em vão há quatro meses. Em seguida realizou-se o debate entre os ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro, encerrado sem acordo.

À noite, por fim, os chefes de Estado e governo dos 19 integrantes da zona do euro sentam-se com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, para decidir o destino da Grécia e da zona do euro.

Mais uma etapa

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, tenta amenizar as expectativas que rodeiam a cúpula de crise. Segundo ele, a conferência não trará nenhuma solução conclusiva, sendo apenas mais uma etapa no drama da Grécia.

No entanto, o lado grego reivindica uma solução conclusiva e duradoura. Para Yanis Varoufakis, ministro das Finanças da Grécia, "duradouro" implica também a aprovação imediata de uma reestruturação das dívidas gregas ou um corte bastante desvantajoso para os credores – uma sugestão que, até o momento, estes têm rejeitado.

Deutschland EU Finanzministerrat in Brüssel

Dijsselbloem (esq.), a chefe do FMI, Christine Lagarde, e o ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos

Fontes próximas a Merkel indicam que, no máximo, se estaria considerando um corte da dívida, mas que não serão tomadas decisões nesta segunda em Bruxelas. Aparentemente a notícia chegou a Tsipras já no domingo, ao longo de uma série de conversas telefônicas com Merkel, o presidente francês, François Hollande, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O premiê grego teria proposto novas reformas, incluindo alguns cortes de gastos no sistema previdenciário e a elevação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para o setor do turismo. Não está claro se isso bastará para preencher a lacuna, calculada em 500 milhões de euros, entre as soluções desejadas pelos gregos e pelos credores.

O alemão Martin Selymar, chefe de gabinete de Jucker e seus colaborador mais próximo, comentou nas mídias sociais que as sugestões mais recentes da Grécia seriam "uma boa base" para negociações, mas deixou claro que há um processo complicado pela frente.

A base para as decisões dos ministros das Finanças é uma proposta de resolução apresentada pelo BCE, FMI e Comissão Europeia. As três instituições credoras prepararam esse documento em tempo recorde, após examinar as sugestões de Atenas, que só foram disponibilizadas por escrito no início desta manhã – um documento errado fora enviado no domingo à noite.

Solução intermediária

Diplomatas europeus partem do princípio de que, no máximo, se alcançará uma solução intermediária nesta segunda-feira. O programa de resgate financeiro em curso poderia mais uma vez ser prorrogado por algumas semanas ou meses; e a Grécia receberia uma parte dos 7,2 bilhões de euros ainda restantes, para se manter solvente durante o período.

Em seguida continuarão as negociações com a coalizão de governo em Atenas para uma solução do conflito, na esperança que a quase falência estatal grega e a quase saída do país da zona do euro tenha trazido os protagonistas à razão.

O atual programa de ajuda se encerra em nove dias: Atenas tem até 30 de junho para reembolsar o FMI em 1,55 bilhão de euros.

Por sua vez, o BCE já tomou uma decisão extremamente importante, na última sexta-feira, ao elevar o teto de liquidez emergencial para bancos da Grécia. Nesse dia, mais de 1,2 bilhão de euros foram retirados das contas bancárias diante de reais ameaças de falência do sistema financeiro do país.

Apesar das tentativas do governo de restabelecer a calma, na última semana os poupadores gregos sacaram mais de 4,2 bilhões de euros. A Assistência Emergencial de Liquidez (ELA, na sigla em inglês), que vem dando sobrevida aos bancos gregos enquanto o volume de depósitos despenca, foi elevada pela segunda vez em apenas uma semana a pedido do banco central grego.

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