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Brasil

Sem acordo, texto final da Rio+20 será negociado até reunião de cúpula

O Brasil passa a assumir os riscos de sucesso, ou fracasso da conferência. Texto do documento final, que já deveria estar pronto, pode ser modificado até o último minuto que antecede a cúpula, no dia 20 de junho.

Os negociadores internacionais da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, não terão descanso neste fim de semana no Rio de Janeiro. O texto do documento final da conferência – que deveria ter ficado pronto na sexta-feira – segue em debate. E o Brasil, como país-sede, passa a coordenar as negociações a partir deste sábado (16/06).  

Luiz Alberto Figueiredo (e) é o negociador-chefe do Brasil

Luiz Alberto Figueiredo (e) é o negociador-chefe do Brasil

Agora é de responsabilidade brasileira o sucesso da Rio+20: os anfitriões coordenam as reuniões entre os 193 países que, tecnicamente, são chamadas de consultas informais. "Queremos um texto limpo, que resolva os problemas pendentes", explicou Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil.

Apesar dessa extensão para além do prazo previsto pelo cronograma, Figueiredo ressaltou que a discussão "não está ficando mais difícil". As nações presentes à Rio+20 estariam mais próximas de um consenso, distanciando-se dos impasses, assegurou o embaixador.

Tudo pode mudar

Toda alteração pode ser feita até o ultimo minuto que antecede à reunião de cúpula, que começa no dia 20 de junho. E as mudanças podem ser radicais. "Não é hora de trocar um verbo pelo outro, ou de deixar uma frase mais bonita", comentou Figueiredo, acrescentando que as definições precisam ser claras. "Não queremos levar temas abertos aos chefes de Estado."

Os "problemas pendentes" ainda são os mesmos do inicio da conferência: como e com qual dinheiro as metas rumo ao desenvolvimento sustentável serão implementadas, como definir exatamente o que é economia verde e como aplicá-la às diferentes realidades dos 193 países.

O que vem pela frente

Diante dessa incapacidade de se chegar a um acordo dentro do prazo inicial, uma sensação coletiva de fracasso semelhante à constatada na Conferência de Copenhague, de 2009, rondou os corredores do Riocentro. Nikhil Seth, diretor para desenvolvimento sustentável da Rio+20, preferiu comparar o caso atual a um outro exemplo da história.

"Havia uma situação semelhante na Eco 92 e a conferência terminou com um grande êxito", disse Seth, mencionando exemplos como a criação da UNFCCC, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Antes da cúpula da conferência Rio+20, no entanto, os líderes das 20 economias mais importantes do planeta se encontram no México, em 18 e 19 de junho. É esperado que Dilma Rousseff leve alguns assuntos do Rio de Janeiro aos chefes de Estado e governo do G20.

Durante a reunião voltada principalmente para assuntos ligados à crise financeira, a presidente brasileira pode até convencer colegas de pasta a comparecerem à cúpula sobre desenvolvimento sustentável. Participantes da Rio+20 contam com uma aparição surpresa de Barack Obama que, oficialmente, anunciou que seria substituído por Hillary Clinton.

Autora: Nádia Pontes, do Rio de Janeiro
Revisão: Carlos Albuquerque

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