1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Sem acordo, aumenta número de mortos na Ucrânia

Um dia após fracasso nas negociações por cessar-fogo no leste ucraniano, combates entre tropas de Kiev e separatistas deixam dezenas de mortos, inclusive civis. Situação é tensa nos arredores de Debaltseve.

Pelo menos 19 pessoas, entre soldados e civis, morreram neste domingo (01/02) durante confrontos entre as tropas do governo da Ucrânia e separatistas pró-russos no leste do país, na sequência do fracasso das negociações de um cessar-fogo para a região.

Segundo as Forças Armadas ucranianas, 13 soldados morreram e 20 ficaram feridos nas últimas 24 horas e, ao longo dos últimos dois dias, 28 militares foram mortos no leste ucraniano. Seis civis também morreram durante os combates em regiões próximas a Donetsk e Lugansk, principais palcos do conflito na região, segundo Kiev e separatistas.

Ainda de acordo com militares ucranianos, batalhas acirradas estão sendo travadas nos arredores da estratégica cidade de Debaltseve, sob controle de Kiev, que interliga por via ferroviária Donetsk e Lugansk, ocupada pelos rebeldes. Centenas dos 25 mil moradores de Debaltseve estão deixando suas casas em busca de um local seguro. Faltam água e energia em boa parte da região.

Apelo político

O presidente francês, François Hollande, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, apelaram neste domingo para um "cessar-fogo imediato" no leste da Ucrânia. Os três conversaram durante 45 minutos ao telefone sobre o reacender dos confrontos entre tropas leais a Kiev e rebeldes pró-russos, e lamentaram o fracasso das conversações em Minsk neste sábado, segundo fonte da presidência francesa.

Após encontro na capital de Belarus, representantes ucranianos acusaram os separatistas de minarem o acordo. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), também envolvida nas conversações de paz, assim como a Rússia, declarou que os negociadores dos rebeldes "não estão ainda preparados para discutir a implementação de um cessar-fogo e a retirada das armas pesadas".

Há uma crescente pressão internacional para se estancar a violência no leste da Ucrânia. Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções à Rússia por estar, alegadamente, ajudando os rebeldes, com armas e tropas, no leste da Ucrânia – sobretudo em Donetsk e Lugansk. A Rússia nega as acusações.

Na quinta-feira, o secretário americano de Estado, John Kerry, deve se encontrar com Poroshenko em Kiev para debater os conflitos no leste ucraniano.

Os combates no país já provocaram a morte de mais de 5,1 mil pessoas desde abril. Cerca de 900 mil estão desalojadas.

MSB/lusa/dpa/rtr

Leia mais