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Mundo

"Selva de Calais" aguarda decisão sobre desocupação

Tribunal suspende evacuação de acampamento no norte da França enquanto analisa recurso de organizações humanitárias. Bélgica teme ingresso de imigrantes em fuga e reintroduz controle na fronteira francesa.

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O acampamento em Calais abriga cerca de 3.700 imigrantes ilegais

Um tribunal francês decidiu nesta terça-feira (23/02) pelo adiamento da desocupação de uma parte do acampamento de migrantes na cidade francesa de Calais, conhecido como "Selva de Calais".

Organizações humanitárias que atuam no local entraram com um recurso num tribunal de Lille para a suspensão da evacuação. Os ativistas denunciam o que consideram uma resposta "desordenada" do governo frente à situação.

Os juízes avaliaram que a decisão sobre a legalidade da operação deverá sair nesta quinta-feira, depois de ouvirem depoimentos de cerca de 250 migrantes e dez organizações não-governamentais. Uma juíza visitou o acampamento nesta terça-feira.

A prefeitura de Calais afirmou que vai aguardar a decisão judicial antes de prosseguir com a desocupação da área. O prazo anterior para a evacuação, estabelecido pelas autoridades, terminou na noite desta terça-feira.

Frankreich Calais Illegales Flüchtlingslager Jungle

Autoridades francesas querem evacuar uma parte da "Selva de Calais"

Divergências no número de pessoas afetadas

As autoridades tentam remover os moradores para acampamentos em contêineres em Calais ou em centros de acolhimento em outras regiões da França. Segundo o Ministério do Interior, o objetivo seria convencer os migrantes de que não há futuro em permanecer na "selva".

Milhares de imigrantes se aglomeram em Calais, perto da entrada do Eurotúnel, onde vivem em condições extremamente precárias enquanto aguardam uma oportunidade para tentar chegar de forma ilegal até o Reino Unido, escondendo-se em caminhões ou ônibus que atravessam o Canal da Mancha pelo túnel.

No ano passado as tensões se agravaram

, levando as autoridades locais a reforçar a segurança do entorno do porto e da entrada do túnel, com cercas de arame farpado e a presença de centenas de policiais.

Assistir ao vídeo 03:10

Refugiados em Calais tentam entrar escondidos na Inglaterra

O governo estima que 3,7 mil migrantes vivam na "selva", e que a desocupação do local deverá afetar entre 800 e mil pessoas. As ONGs, porém, acreditam que esse número seja muito maior, afirmando que, apenas na parte onde a evacuação deverá ocorrer, existem 3.450 residentes, entre os quais 300 crianças desacompanhadas. Os ativistas dizem que não há acomodações suficientes para o total das pessoas prestes a serem despejadas.

Os migrantes em Calais são, na maioria, pessoas que fogem de conflitos em países do Oriente Médio ou da África. Eles são atraídos para o Reino Unido em razão de laços familiares ou com a comunidade no país. Muitos dos residentes da "selva" prometem resistir à ordem de desocupação, alegando falta de perspectivas, além da possibilidade de uma nova vida em solo britânico.

Frankreich Calais Illegales Flüchtlingslager Jungle

Condições de vida no acampamento são extremamente precárias

Bélgica reintroduz controles de fronteira

A Bélgica reintroduziu nesta terça-feira os

controles de fronteira nos limites do país com a França

, num esforço para tentar impedir a entrada de migrantes vindos de Calais. O possível destino deles seria o porto de Zeebrigge, de onde muitos podem tentar chegar ao Reino Unido através de balsas.

"Informamos a Comissão Europeia que iremos suspender temporariamente as regras de Schengen", disse o ministro belga do Interior, Jan Jambon, se referindo ao acordo que estabelece o livre trânsito entre 26 países da Europa.

"Vamos realizar controles em diversas localizações estratégicas, em pontos utilizados pelos traficantes e já detectados pela polícia", disse, acrescentando que a ação envolverá entre 250 e 290 policiais ao longo da fronteira em torno de Zeebruge e do porto de Bruges, um local com grande movimento de turistas. .

"Queremos a todo custo evitar na Bélgica acampamentos como o de Calais. É uma questão de manter a ordem", afirmou Jambon.

RC/dpa/afp

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