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Eurocopa

Seleção alemã vai visitar Auschwitz durante Eurocopa na Polônia

Federação Alemã de Futebol anunciou visita ao antigo campo de concentração nazista. Especialistas aprovam iniciativa, mas lembram que ações contra o antissemitismo e o racismo no esporte também são importantes.

A Federação Alemã de Futebol (DFB) anunciou que uma delegação da entidade, incluindo alguns jogadores, visitará o antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, durante a Eurocopa, que se realiza de 8 de junho a 1º de julho no país do Leste Europeu e na vizinha Ucrânia.

Para o presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Dieter Graumann, qualificou a decisão como um passo importante e correto. O próprio Graumann já tinha proposto publicamente a visita, em março de 2012, afirmando ser "inconcebível” que os alemães não fossem visitar um dos memoriais do Holocausto, como Auschwitz ou Babi Yar, durante o torneio de nações.

Símbolo do Holocausto

Flash-Galerie Teilnehmer der Fußball-Europameisterschaft 2012 Deutschland

Equipe alemã que vai disputar a Eurocopa 2012

O memorial de Auschwitz relembra o assassinato em massa de judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial. Os nazistas construíram diversos campos de concentração e de extermínio nos territórios por eles ocupados na Polônia. Mais de um milhão de pessoas foram assassinadas em Auschwitz no período entre 1940 e 1945, a maioria judeus. Cada ano, o memorial, criado em 1947, é visitado por cerca de um milhão de pessoas.

O presidente da DFB, Wolfgang Niersbach, anunciou no final de março que alguns jogadores da seleção alemã e representantes da entidade iriam visitar o memorial. Quem exatamente irá e a data da visita ainda estão em aberto. Ele disse ser importante que a visita transcorra de forma respeitosa e não seja transformada em espetáculo.

Combate à discriminação

"No nível simbólico, esse é um sinal importante. É necessário que sempre lembremo-nos e sejamos lembrados, incluindo as próximas gerações, porque as pessoas costumam esquecer, esquecem rápida e completamente", comentou o pedagogo e historiador Klaus Ahlheim, se referindo à planejada visita da delegação alemã.

Ele lembra que os jovens jogadores são representantes da "terceira geração", que não vivenciou os horrores da guerra e não é diretamente afetada por esse passado. Quem visita um local como Auschwitz com estudantes ou jovens deve, segundo o especialista, preparar bem a ocasião. "Quando jovens são apenas levados ou vão por obrigação, isso pode ter efeito oposto ao desejado", alerta.

Mas, segundo ele, ainda mais importante que esse tipo de recordação é debater tendências atuais de antissemitismo, racismo e xenofobia no futebol alemão. "Hoje em dia ouvimos gritos de 'seu judeu!' nos campos, slogans xenófobos e radicais estão na moda. Isso tem que ser discutido."

O jornalista esportivo suíço Alexander Kühn concorda. Ele acha de mau gosto a ideia de "uma excursão escolar a Auschwitz, acompanhada pela mídia". Em artigo publicado no jornal Basler Zeitung, ele diz que "o foco da DFB não deveria ser uma tentativa forçada de lamentar o passado de forma midiática, mas reagir adequadamente ao presente."

Reino Unido, Holanda e Itália

FILE - The Nov. 11, 2011 file photo shows Italy's Mario Balotelli, Andrea Ranocchia, Giorgio Chiellini, Ignazio Abate, Domenico Criscito, Gianluigi Buffon, second row from left, Riccardo Montolivo, Andrea Pirlo, Claudio Marchisio, Giampaolo Pazzini and Daniele de Rossi, first row from left, posing for the photographers prior to a friendly soccer match between Poland and Italy in Wroclaw, Poland. 16 teams compete in the Soccer Euro 2012 kicking off June 8, 2012 in Warsaw and ending with the final on July 1 in Kiev. 31 matches will be played in eight Polish and Ukrainian cities. (Foto:Michael Sohn/AP/dapd)

Seleção italiana confirmou visita

Outras seleções de futebol europeias, como as equipes do Reino Unido, da Holanda e da Itália, também anunciaram visitas a Auschwitz. O treinador holandês, Bert van Marwijk, quer levar todo o seu time da concentração em Cracóvia até Auschwitz, que fica a cerca de 70 quilômetros de distância.

A seleção italiana também vai visitar o antigo campo de concentração nazista. "Temos de assegurar que as tragédias do passado não voltem a acontecer. A visita a Auschwitz deve servir como um estímulo para combater todas as formas de discriminação", sublinhou o presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abete.

Autora: Rachel Gessat (md)
Revisão: Alexandre Schossler

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