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Copa do Mundo

Seleção alemã enfrenta crise pré-Copa

Excesso de juniores e de falta jogadores experientes põem em risco o sonho da Alemanha de conquistar o Mundial de 2006 em casa. Testes que antecedem o torneio revelam crise do futebol alemão.

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Borowski, Podolski, Mertesacker , Schweinsteiger e Owomoyela, esperanças alemãs

A pouco mais de sete meses da abertura da Copa do Mundo, os 204 países que disputaram as Eliminatórias sabem onde estão: 167 eliminados, 26 classificados e dez lutam pelas cinco vagas restantes na repescagem.

Dentre os 27 que já estão com o passaporte carimbado, a situação mais delicada é enfrentada pela anfitriã Alemanha, que não disputou as Eliminatórias, tropeça de amistoso em amistoso e vive uma crise pré-Copa.

As estatísticas até que não são ruins: desde meados de 2004, a equipe colecionou 11 vitórias, cinco empates e quatro derrotas sob o comando do técnico Jürgen Klinsmann, campeão de 1990 na Itália.

Mas, nos últimos testes, contra a Holanda, Eslováquia, África do Sul e, especialmente, contra a Turquia e a "muralha" da China, a seleção alemã mostrou um desempenho em queda livre. Isso preocupa os dirigentes e milhões de torcedores que esperam a conquista do tetra em casa.

Cadeira de Klinsmann balança

Jürgen Klinsmann Deutsche Fußballnationalmannschaft vor Landesspiel gegen China

Klinsmann sob fogo cerrado

O tom das críticas à equipe e à comissão técnica torna-se cada vez mais áspero. A alegria com que os torcedores aplaudiram a jovem guarda do futebol alemão durante a Copa das Confederações, em junho passado, começa a dar lugar às vaias. Até mesmo a cadeira de Klinsmann já balança.

Alguns treinadores de clubes da Bundesliga criticam Klinsmann pela "americanização" dos treinos, baseados em métodos copiados dos EUA, país classificado para a Copa, mas que não pertence à nata do futebol mundial.

Outros cartolas estão descontentes com o fato de Klinsmann viver nos Estados Unidos e só aparecer duas vezes por mês na Alemanha. Há ainda clubes que se acusam mutuamente de boicotar a seleção. E gerentes como Uli Hoeness, do Bayern de Munique, para quem "a situação tanto da seleção quanto do país é simplesmente catastrófica".

A briga entre os dirigentes sobre o rumo certo a ser dado ao escrete nacional – e ao futebol alemão como um todo – bem como as grandes expectivas da torcida em relação a 2006 faz com que muitos dos jovens jogadores da seleção afundem na insegurança.

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