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Mundo

Seis meses após eleições, Bélgica ainda não tem novo governo

Rei belga pede ao primeiro-ministro Guy Verhofstadt, derrotado nas eleições passadas, que encontre uma saída para o impasse na formação do novo governo de um país cada vez mais dividido.

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Verhofstadt: uma das mais graves crises políticas da história da Bélgica

Seis meses após as eleições parlamentares de 10 de junho, a Bélgica continua sem um governo. Nesta segunda-feira (10/12), o rei Alberto 2º pediu ao primeiro-ministro Guy Verhofstadt, derrotado no pleito, que encontre uma forma de o país sair rapidamente do impasse em que se encontra e que para isso faça todos os contatos necessários.

O rei encarregou Verhofstadt de formar um governo de transição que resolva as questões pendentes mais urgentes. Ele também deve iniciar as negociações que levem a uma reforma das instituições. Verhofstadt ocupa há seis meses interinamente o cargo de primeiro-ministro enquanto o novo governo não é formado.

O francófono Verhofstadt, que aceitou a missão, ressalvou que ela possui um caráter limitado e temporário. Ele disse que aceitou o pedido do rei porque o país vive uma das crises políticas mais graves das últimas décadas. É a primeira vez nos 177 anos de independência do país que um chefe de governo derrotado nas urnas é chamado para solucionar o impasse na formação do próximo governo.

Leterme continua candidato

O vencedor das eleições passadas, o político democrata-cristão e flamengo Yves Leterme fracassou em duas tentativas de formar um governo de coalizão. No início do dezembro, ele renunciou a formar um governo de democrata-cristãos e liberais porque os flamengos que fazem parte da aliança exigem maior autonomia para a região de Flandres, o que é rejeitado pelos seus parceiros francófonos.

Parlamentswahl in Belgien, Yves Leterme

Yves Leterme venceu as eleições, mas não consegue formar novo governo

Mas Leterme reforçou, em entrevista ao jornal La Libre, "que é e continuará sendo o candidato do seu partido para o cargo de primeiro-ministro". Depois de suas tentativas fracassadas, ele defende agora a inclusão dos socialistas num novo governo. Mas parte dos seus parceiros de coalizão – os liberais francófonos – rejeita essa proposta.

No último final de semana, Leterme causou polêmica ao acusar a emissora de televisão francófona RTBF de ser tendenciosa e a comparou, de forma indireta, à rádio Mille Collines, que defendeu a morte de tutsis durante a guerra civil em Ruanda, em 1994.

País dividido

A coalizão entre liberais e democrata-cristãos, inicialmente planejada por Leterme, tem uma clara maioria no Parlamento belga: 81 das 150 cadeiras. Mas, em Flandres (norte), tanto liberais quanto democrata-cristãos são flamengos. Na região de Valônia (sul), são francófonos.

Fundamental para o sucesso de um governo conjunto dos liberais e dos democrata-cristãos é um consenso sobre a reforma das instituições estatais. Mas principalmente o partido Nova Aliança Flamenga (NVA), aliado dos democrata-cristãos flamengos, exige mais autonomia para a região de Flandres, o que os francófonos rejeitam.

Verhofstadt também defende a importância da reforma do Estado e afirma que o primeiro passo para a formação do novo governo é saber como chegar à abertura de negociações necessárias para essa reforma. Segundo ele, o problema só será solucionado se todas as partes reconhecerem a gravidade da situação e assumirem sua responsabilidade.

Em torno de 60% da população belga é composta de flamengos, que habitam a região de Flandres, no norte do país. O segundo maior grupo, quase 40%, é o dos francófonos, que moram no sul. O norte é mais rico do que o sul, e muitos eleitores flamengos afirmam que seus impostos são usados para subsidiar o sistema de previdência social do sul. (as)

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