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Mundo

Segurança e ONU temas de Fischer na Ásia

Logo após regressar do Sudão, o ministro alemão partiu para uma viagem de dez dias por cinco países asiáticos. Questões de segurança e a reforma da ONU são seus temas principais.

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Fischer inicia giro por vários países

A rota de Joschka Fischer, que partiu de Berlim na terça-feira (13/07), pouco depois de chegar de volta do Sudão, inclui a Índia, China, Bangladesh, Sri Lanka e o Paquistão. Desta vez, o ministro alemão não vai apagar o fogo em nenhum conflito local, nem se bater por assuntos controversos da União Européia, como foi o caso da constituição. "Temas centrais da viagem são questões de política externa e de segurança, bem como deliberações sobre a reforma das Nações Unidas", esclareceu seu porta-voz Walter Lindner.

Conselho de Segurança no topo da agenda

Conquistar apoio para a reivindicação da Alemanha de um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) é a prioridade nesta viagem do ministro do Partido Verde. A atual composição, com cinco membros com direito a veto, reflete ainda a relação de forças depois da Segunda Guerra Mundial: China, Grã-Bretanha, França, Rússia e os Estados Unidos. A Alemanha tem a ambição séria de ingressar para o círculo dos mais poderosos e espera adquirir o direito a uma vaga permanente no âmbito das reformas que vêm sendo discutidas há muito tempo e serão deliberadas no segundo semestre.

Primeira parada: Nova Délhi

A primeira estação do ministro alemão é a capital da Índia, onde é um dos primeiros políticos ocidentais a se encontrar com o primeiro-ministro recém-eleito, Manmohan Singh, e com seu colega de pasta, Natwar Singh. A maior democracia do mundo acredita também ter boas chances de conseguir um assento permanente no Conselho.

Nas difíceis relações com o vizinho Paquistão, houve uma ligeira distensão, desde a visita do então presidente alemão Johannes Rau à Índia, em março. A fim de evitar que o conflito entre as duas potências nucleares em torno da Caxemira escale, foi instalado um "telefone vermelho" que liga diretamente os dois ministérios do Exterior.

Tumultos e inquietação são o que não falta em Sri Lanka, onde o ministro alemão espera poder contribuir para revigorar as emperradas negociações entre o governo e os rebeldes dos chamados Tigres para a Libertação do Eelam [Estado] Tamil.

Em Bangladesh, o país mais pobre da região, Fischer será o primeiro representante do governo alemão a fazer uma visita após quase 20 anos.

Tecnologia verde para a China

Chegando a Pequim, para onde seguirá ainda nesta quarta-feira, o ministro alemão deve sentir-se em terreno seguro. Com seu colega de pasta, ele já se encontrou inúmeras vezes. Os princípios do estado de direito e a observação dos direitos humanos são temas que a Alemanha sempre volta a abordar nas conversas bilaterais.

Mas o que conta desta vez são as relações comerciais, que estão passando por um verdadeiro boom. O ministro viaja acompanhado de homens de negócio. E, em Jinan, a cerca de 200 quilômetros de Pequim, vai inaugurar o maior centro mundial de produção de coletores solares, uma empresa teuto-chinesa. Já agora, os coletores solares produzem na China tanta energia quanto três usinas nucleares. Contribuir para que o setor tenha no país um desenvolvimento sustentável é uma meta do político verde.

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