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Economia

Seguradoras rechaçam cobertura do terror aéreo

Em todo o mundo, as companhias aéreas enfrentam um novo e grave problema: as seguradoras pretendem excluir a cobertura contra atos terroristas de suas apólices. Sem tal garantia, a Lufthansa pensa em limitar seus vôos.

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Aviação civil enfrenta novo problema

A relação entre empresa e seguradora não tem maiores mistérios. O cliente quer se proteger contra algo e compra uma apólice de seguro. Se algo acontecer, a seguradora cobre o prejuízo conforme as normas do contrato. Caso os gastos forem muito elevados, a resseguradora indeniza a seguradora.

Companhias aéreas como a Lufthansa são obrigadas a trabalhar em conjunto com seguradoras para oferecer um seguro a passageiros e terceiros. Agora, as resseguradoras estão querendo excluir o reembolso de elevadas quantias em caso de danos causados por atos terroristas. Frente a esta situação, a Lufthansa e outras companhias aéreas européias estão pressionando o governo europeu a assumir a cobertura negada pelas resseguradoras.

Airbus 320 Condor Berlin auf Flughafen Berlin-Schönefeld

Airbus 320 da Condor Berlim

"Sem a garantia do governo, existe a possibilidade de que o tráfego aéreo acabe paralisado, caso as resseguradoras não façam mais tal cobertura", disse Ralf Oelssner, responsável pelo setor de seguros da Lufthansa. Claro que este quadro é um exagero, admitiu, pois dificilmente os aviões ficarão no solo. Mas reflete bem a gravidade da situação para as empresas aéreas.

Sem reação

Os governos da Europa já assumiram esta garantia provisoriamente. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, as seguradoras cancelaram suas apólices da noite para o dia. Agora as seguradoras querem restringir sua cobertura e, a partir de 2005, excluir de vez certos riscos da apólice. A Comissão Européia já foi informada. O governo alemão ainda não se pronunciou sobre o caso.

Flugzeug fliegt an einem Haus vorbei

Uma aeronave da Swiss International Airlines

Os prêmios para o setor da aviação são calculados a partir de danos conhecidos. Como em qualquer outro tipo de seguro, os valores são estipulados de acordo com dados estatísticos que apontam a freqüência e gravidade dos acidentes. Hoje em dia as seguradoras cobrem quase tudo, inclusive catástrofes naturais. Apenas catástrofes nucleares ficam de fora, já que é difícil calcular os danos causados contra terceiros.

Não há como calcular

Os atos terroristas se encaixariam neste princípio, explicou Anke Rosumek, da Münchner Rück, a maior resseguradora do mundo, pois não se tratam apenas dos prejuízos causados aos passageiros ou à aeronave, que são até calculáveis. "Mas o seguro contra terceiros não é previsível em um ato de terror, quando, por exemplo, o avião é usado como bomba", explicou a especialista em seguro.

O perigo existe mas não há dados estatísticos suficientes para um cálculo real dos prejuízos. "Por isso a resseguradora Münchner Rück fixou um limite", que no momento é de 50 bilhões de dólares. Uma cobertura que não cobre os prejuízos decorrentes de um acidente aéreo envolvendo uma indústria química ou um arranha-céu.

Flugzeug mit Kondensstreifen

Voando no céu azul

Depois que os governos deixaram de garantir uma cobertura contra atos terroristas, surgiram novos tipos de seguradoras. A Lufthansa encontrou na Allianz-Gruppe uma solução mais econômica de cobertura contra ataques terroristas do que a oferecida na época pelo Estado. Com uma cobertura de 1,45 bilhão de dólares, o custo do seguro representa apenas cerca de 0,84 centavos de dólar por passageiro.

Todos saem perdendo

A discussão sobre a garantia das resseguradoras voltou à tona justamente em Londres, que concentra os maiores especialistas em seguro aéreo. Eles começaram a questionar se os ataques com armas químicas e biológicas seriam asseguráveis ou não.

Até o momento não existe um consenso. É usual no setor que as seguradoras se orientem pelas resseguradoras. Se elas cancelarem tal cobertura, é natural que as seguradoras façam o mesmo. Ou seja, as companhias aéreas não seriam mais asseguradas contra possíveis ataques terroristas. Tal risco seria bastante prejudicial para a aviação mundial, tanto para as companhias quanto para os passageiros.

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