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Mundo

Segundo turno confirma avanço da extrema direita na França

Frente Nacional conquista ao menos 11 prefeituras, em eleição vista como teste para o governo Hollande. Presidente deve reagir e anunciar mudanças no gabinete.

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Chefe da FN, Marine le Pen, comemorou "uma nova etapa" conquistada por seu partido

Depois da dura derrota sofrida pelos socialistas no segundo turno das eleições municipais deste domingo (30/03) na França, é esperada uma reação do presidente François Hollande, possivelmente na forma de uma reforma ministerial. Hollande havia prometido tomar providências em caso de derrota de seu partido.

O ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll, anunciou para esta segunda-feira (31/03) um pronunciamento do chefe de Estado, afirmando à emissora RTL que Hollande "sem dúvidas" se pronunciará na televisão sobre a "severa derrota" da esquerda.

Segundo números do Ministério do Interior, os partidos de esquerda perderam mais de 150 prefeituras entre as cidades com mais de 9 mil habitantes, sobretudo para os conservadores. A Frente Nacional (FN), de extrema direita, conquistou ao menos 11 prefeituras. Um raro consolo para o governo francês: a prefeitura de Paris permanece nas mãos dos socialistas.

Direita na frente

As eleições municipais foram um primeiro teste nacional para o Partido Socialista (PS), no poder desde a nomeação de Hollande em maio de 2012. O nível de abstenção superou os 38%, batendo o recorde histórico de cerca de 36,45% verificado no primeiro turno.

O grande vencedor é o partido da oposição conservadora, UMP (partido do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy). Seu líder, Jean-François Copé, anunciou que a agremiação assumiu mais da metade de todas as cidades com mais de 9 mil habitantes. Ele falou de um "castigo" das urnas à política de Hollande.

Resultados preliminares do Ministério do Interior indicam que a direita obteve cerca de 45,9% de votos em todo o país, enquanto a esquerda ficou com 40,6%. A FN, que só disputou em algumas cidades, conseguiu 6,8%, melhorando sua cota em relação ao primeiro turno. Candidatos independentes chegaram a 6,6%.

Copé afirmou que há "uma onda" que toma conta do país, em referência à vitória de sua legenda. A chefe da FN, Marine le Pen, comemorou "uma nova etapa" conquistada por sua agremiação. Os populistas de extrema direita chegaram à prefeitura de pelo menos 11 municípios.

Socialistas mantêm Paris

O primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, reconheceu a derrota. Ele falou de uma "responsabilidade coletiva" e disse que assume sua parte da responsabilidade. Ayrault é tido como um dos prováveis nomes a perder o cargo em consequência da derrota, na avaliação de analistas. O ministro do Interior, Manuel Valls, e o ministro do Exterior, Laurent Fabius, são tidos como os mais cotados para o posto.

A porta-voz do governo francês, Najat Vallaud-Belkacem, chamou o resultado eleitoral de "decepcionante". O líder dos socialistas, Harlem Désir, pediu "mais eficiência, mais velocidade, mais consistência".

No entanto, a esquerda ganhou duelos de prestígio especialmente nas grandes cidades. Em Paris, a socialista Anne Hidalgo derrotou a candidata da UMP, Nathalie Kosciusko-Morizet. Hidalgo, de 54 anos, obteve 54,5% dos votos, contra 45,5% de sua maior rival, conhecida pela sigla NKM. Também Avignon, Lille, Lyon e Estrasburgo ficaram nas mãos da esquerda.

No domingo, foram decididas as maiorias de quase 6500 municípios franceses. Na semana anterior, houve votação em quase 37 mil municípios.

MD/afp/dpa/rtr

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