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Copa do Mundo

Se pudessem, técnicos entravam em campo para jogar

Técnicos sob pressão em função das expectativas da torcida e da mídia têm diferentes jeitos de lidar com a tensão entre as linhas que separam o banco do campo. Seja fumando, pulando, gritando ou xingando.

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Klinsmann comemora com a equipe como se tivesse sido ele autor do gol

Coordenar uma equipe durante os jogos é sempre um desafio, mas o técnico mexicano Ricardo La Volpe correu risco ao aparecer fumando no banco, até que a Fifa interveio e mandou com que parasse. A partida México e Argentina pelas oitavas foi ainda mais intensa, já que La Volpe é argentino de nascença.

Mas ele não está sozinho, não. O treinador alemão Jürgen Klinsmann tem reencarnado o eletrizante atacante que era há uma década, celebrando gols com atléticos saltos no ar, levantando os braços e com eufóricos abraços no restante da equipe.

Quanta diferença. Ele começou a trabalhar com o time em 2004 com um sorriso de leve, meio sério, e apenas mostrando o punho firme quando os jogadores marcavam um gol. "Você é contagiado pela febre. Quanto mais avançamos, mais emocionante fica", resume.

WM Fußball Portugal Trainer Luiz Felipe Scolari

Felipão é famoso por gesticular durante o jogo inteiro

Mas Klinsmann não é páreo para o técnico de Portugal, o brasileiro Luis Felipe Scolari. Muito emocional, domina sua área em campo como um tigre na jaula, elevando a noção de espírito de equipe ao provocar tempestades e fazendo de tudo para dar a seu time vantagem. "Às vezes é como uma guerra... estou acostumado a isso", declarou logo após o polêmico duelo contra a Holanda.

Do outro lado do espéctro emocional, temos o técnico sueco Lars Lagerback. Ele personifica a típica tranqüilidade escandinava, mesmo quando seu elegante time foi eliminado pela Alemanha por 2 a 0.

Ele praticamente não demonstrou emoção alguma antes de voltar para casa com sua equipe, acompanhado da tradicional imprensa sueca. Além disso, manteve a calma durante entrevista coletiva em Bremen quando questionado sobre se deveria permanecer no cargo. Ele parecia mais um contador do que um treinador maligno e disse que não iria se demitir porque ainda tem contrato com a equipe.

O técnico norte-americano Bruce Arena não será esquecido. Não era preciso ser um especialista em leitura labial para entender o significado dos berros do nova-iorquinho para o árbitro Jorge Larrionda, na partida contra Itália, quando dois norte-americanos foram expulsos.