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Turismo

Schwäbisch Hall, tesouro escondido em Baden-Württemberg

Schwäbisch Hall, cujo nome geralmente é associado pelos alemães ao banco homônimo, reserva surpresas agradáveis aos seus visitantes.

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A igreja de São Miguel (ao fundo) é palco de inúmeros eventos em Schwäbisch Hall

Quem viaja à Alemanha dificilmente encontra nos guias de viagem o nome de uma pequena cidade no interior do Estado de Baden-Württemberg: Schwäbisch Hall. Situada na região de Hohenlohe, a 75 quilômetros ao norte de Stuttgart, a cidade guarda segredos dos diversos períodos da história alemã. Com seu brilho ofuscado por outras cidades mais conhecidas em sua proximidade, como Nurembergue e Heidelberg, ela se revela um tesouro escondido da região.

Fundada no século 12, quando o bispo Gebhard von Würzburg mandou construir a igreja de São Miguel (1156) e o mercado da cidade, Schwäbisch Hall abriga vestígios de uma salina celta que remonta ao século 1º a.C.

Schwäbisch Hall Stadtansicht

Schwäbisch Hall: muitas opções de lazer em qualquer época do ano

O próprio nome da cidade (Hall significa 'sal') retrata a sua origem celta. Além disso, Schwäbisch Hall não está localizada na região que a denomina. Na verdade, deveria se chamar "Fränkisch Hall". O erro se espalhou na época do governo do partido nazista, pois se acreditava que toda a região do antigo Reino de Württemberg pertencia à Suábia. Os habitantes da cidade, porém, nunca se importaram com o falso nome: um verdadeiro "haller" não adiciona nenhum adjetivo, sendo Hall suficiente para identificar a cidade.

Riqueza salineira

A produção de sal foi uma das atividades comerciais da cidade até o século 19, propiciando-lhe uma boa situação financeira. Uma vez que esta era uma das atividades mais rentáveis na Idade Média, Schwäbisch Hall recebeu o título de "freie Reichsstadt" (cidade imperial livre), servindo, portanto, de base de apoio ao imperador, o que trazia muitos privilégios.

A água das fontes da cidade era retirada em baldes e despejada em grandes panelas, num processo denominado "sieder" (fervura). Depois de evaporada a água, o sal se acumulava e podia ser comercializado. Em 1924, quando a salina foi fechada, criou-se o "solbad", um paraíso termal, onde se pode, ainda hoje, tomar saunas e banhos terapêuticos temperados com o sal produzido na região. Além disso, existe uma associação que carrega o nome da antiga atividade e que é responsável pela celebração do festival de verão da cidade ("Großes Siederfest"). A festa acontece na ilha "Grasbödele", no meio do Rio Kocher, cujo nome, também de origem celta, significa "rio de águas sujas" e não faz referências ao processo de fervura, como se poderia imaginar.

Heller: moedas com importância literária

A cidade ganhou importância na Idade Média, com a cunhagem de moedas de prata que se chamavam heller, cuja origem está associada ao período da dinastia de Frederico Barbarossa (1122-1190). As figuras do brasão de Schwäbisch Hall, uma cruz e uma mão, compunham a moeda, a qual era utilizada em todo o império devido ao prestígio da cidade. A partir do século 14, houve um declínio na produção e a cidade perdeu importância. No entanto, encontram-se referências às moedas da cidade na tradução da Bíblia feita por Lutero e também em outras obras literárias. Ainda nos dias atuais, a palavra heller é usada nos dialetos do sul da Alemanha para se referir a "moeda".

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