Schumacher volta à Fórmula 1 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 23.12.2009
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Alemanha

Schumacher volta à Fórmula 1

O retorno esportivo do ano: Michael Schumacher, nas vésperas de completar 41 anos, anuncia que voltará a ocupar o cockpit de um Fórmula 1, correndo pela Mercedes. Um ciclo se completa na vida do campeão.

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Schumacher na Mercedes: retorno fecha um ciclo

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 voltou às pistas. O piloto, que faz 41 anos dia 3 de janeiro, assinou contrato de três anos com a Mercedes e deverá ganhar cerca de 7 milhões de euros por ano, um quinto do seu salário ao se aposentar provisoriamente, em 2006. O retorno do corredor foi anunciado nesta quarta-feira (23/12) pelo alemão e pelo vice-presidente da equipe Mercedes Motorsport, Norbert Haug, em uma coletiva realizada por telefone.

De novo, no topo do pódio

"Depois de três anos de pausa, recuperei toda a energia de que sentia falta até então", disse Schumacher. E deixou claro que chega com grandes ambições. "Minha meta é, claro, estar de novo bem no topo do pódio", disse. Seu futuro companheiro de equipe será o também alemão Nico Rosberg, de 24 anos. Com isso, a Mercedes monta uma espécie de "equipe dos sonhos" completamente germânica para a nova temporada.

O novo patrão de Michael Schumacher, Ross Brawn, é um velho conhecido. Como diretor técnico da Ferrari, ele foi fundamental no sucesso de Schumacher à frente da equipe vermelha. Em janeiro, Schumacher deve testar seu novo carro pela primeira vez. A corrida inaugural da nova temporada está agendada para 14 de março de 2010, em Bahrein. Exatos 1.239 dias depois de sua última corrida em São Paulo, ele voltará a competir por pontos no campeonato mundial.

Fechando um ciclo

Der deutsche Formel 1 Ferrari-Fahrer Michael Schumacher ist vorzeitig Weltmeister

Pela Ferrari ele conquistou cinco títulos mundiais

Com a ida para a Mercedes, Michael Schumacher fecha um ciclo na carreira. Foi através de uma ajuda financeira da empresa que ele conseguiu, em 1991, pular da então equipe de juniores da automotriz alemã para o time Jordan de Fórmula 1.

De lá, se mudou para a Benetton depois de apenas uma corrida, onde em 1994 e 1995, ganhou seus primeiros dois títulos mundiais. Em 1996, foi para a Ferrari, e conquistou mais cinco títulos. O futuro chefe da equipe Mercedes, Ross Brawn, esteve ao seu lado, como diretor técnico, em todos os títulos.

Já em agosto, Schumacher esteve a semanas de um retorno à principal classe do automobilismo. Após o grave acidente de seu amigo Felipe Massa, em Budapeste, no treino classificatório para o Grande Prêmio da Hungria, ele havia concordado em substituir o brasileiro na Ferrari. O anúncio causou rebuliço no mundo inteiro.

Sequelas de acidente de motocicleta

Depois de intensificar seus treinos físicos e treinar em um simulador, Schumacher começou a correr em uma Ferrari privada F2007, quando se queixou de dores de cabeça. Exames atestaram que seu crânio e vértebras na altura do pescoço ainda não estavam prontos para suportar os grandes esforços exigidos pelos carros de Fórmula 1, devido a sequelas de um acidente que o piloto sofrera em uma corrida de motocicleta. Durante uma entrevista coletiva em Genebra, Schumacher afirmou que, infelizmente, não iria poder substituir Massa, mas não descartou um retorno no futuro.

Especulações sobre uma mudança para a Mercedes já haviam começado a aparecer no fim da temporada passada, quando a Mercedes comprou a escuderia Brawn, campeã deste ano, assegurando, assim, os serviços de Ross Brawn como chefe de equipe. O britânico havia dito, depois disso, que Schumacher não tinha ambição alguma de retornar.

Autor: Christian Walz / Marcio Damasceno
Revisão: Augusto Valente

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